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Uau. tô ficando véia… aqui, no blog, eu já comemorei 16, 17 e 18, todos pensados bem anteriormente (sou dessas), e presente lindos pra mim mesma.

Só que nesse eu esqueci completamente! Deve ser porque minhas férias nunca foram tão ocupadas. E eu achei que fosse dormir o dia todo… que dó de mim. Mas ok.

Fui lembrar domingo a noite de fazer meu post. E aí “caramba, não tenho presente pra mim, nããão!” Mas lembrei de uma coisa que eu ainda não contei: pelo visto, no espetáculo do fim do ano, vou ter meu primeiro solo de  verdadeeeee! todos gritaaa!

eu falo “pelo visto”, mas já tá confirmado. MAS, sempre que eu conto uma coisa com antecedência, sei lá, ela não acontece. Cisma minha. Só que eu não quero comemorar pensando assim

EU VOU TER UM SOLOOO! EEEEE! :D

Então, meu presente pra mim mesma é o bendito cujo: preparem-se todos a si mesmos: é a Noiva Russa do Lago dos Cisnes! :D :D

Gente, olhem bem pra esse solo: simples. Sem piruetas múltiplas, sem arabesques nas alturas, sem adágios inacabáveis. E é lindo! E olhem bem pra que dança: Ulyana Lopaktina! Prima ballerina da Rússia toda. Ela poderia dançar qualquer variação, mas dançou essa. E como dançou! lindamentemente! Toda sua alma russa está aí. Muito mais emocionante que piruetas quádruplas.

Então, é isso que eu quero de aniversário. Emoção no ballet, não virtuosidade.

(e, só pra falar, essa variação pega o melhor de mim, que são meus braços, e o pior – os pés – são mais simples. maravilha! mas não que eu não precise trabalhar nem melhorar, Jesus, não! preciso sim, e muito!)

Feliz aniversário pra mim!

 

how to…

(um post rapidinho)

eu vi no tumblr, uma vez, um post tipo assim: “como fazer um ballet clássico – coloque uma cena de sonho para introduzir ao terceiro ato”, e eu ri pacas, porque 1. sou bem retardada quando se trata de tumblr, e 2. é bem verdade! quantas coisas não se repetem no ballet? então, eu aumento a lista

Como fazer um ballet clássico – termine com um casamento (bela adormecida, raymonda, la fille, don quixote, coppélia…)

Como fazer um ballet clássico – coloque um corpo de baile feminino enorme, todo de branco; morto ou vivo. (lago dos cisnes, la bayadére, giselle, ondine…)

Como fazer um ballet clássico – (cadê sugestão de vocês?)

Tutus da Miko

Aaaaeeeeoooo! Mais um post-delírio de tutus! E esses são os da Miko Fogarty, que, afinal, quem não a conhece, né?

A primeira vez que a vi, foi dançando a variação da Odalisca. Até virou post aqui no blog, de tão incrível que eu achei. Depois, vi uma foto dela dançando Esmeralda, já mais velha (e marlinda), e com mais fotos dela por aí que eu percebi que todos os seus tutus são maravilindos. Táqui:

Pra quem quer mais: Instagram e Canal no YouTube da moça.

bora brincar?

Gente, no tumblr sempre aparece algum questionário. geralmente dos donos que imploram asks, hehe.

Eu achei um de ballet, então… bora responder? (tá aqui, em inglês, mas vou colocar traduzido do melhor jeito que consigo ;) )

ººº

1. Qual estilo de ballet você faz? (Vaganova, Balanchine, RAD, etc…) 

2. Que ponta você usa?

3. Top 5 de bailarinas

4. Top 5 de bailarinOs homis

5. Top 10 de bailarinas

6. Top 10 de bailarinos

7. Um bailarino ou bailarinos que você acha que são superestimados?

8. Um bailarino ou bailarinos que você acha que são subestimados?

9. Tumblr de ballet favorito (vamos mudar pra blog? hehe)?

10. Outra coisa que você gosta ou é obcecado além do ballet?

11. Blogs de outro tipo que você siga, mas nunca rebloga, só olha o conteúdo sem compartilhar? nhá, especifica demais. pula.

12. O que você acha de competições de ballet?

13. Companhia(s) de ballet favorita(s)?

14. Ballet favorito?

15. Ballet favorito que você já dançou?

16. Um ballet que você queria dançar, mas ainda não dançou?

17. Variação que você quer muito dançar?

18. Quais são seus pontos fortes no ballet? (piruetas, adágio, flexibilidade, saltos, etc….)

19. Uma luta que você enfrentou ou está enfrentando no balé que te desencoraja, às vezes?

20. Filme de ballet (ou outro tipo) favorito?

21. Livro de ballet (ou outro tipo) favorito?

22. Qual outro tipo de dança você faz e como você se sente?

ººº

Vou responder num comentário pra ficar mais fácil de copiar e colar =D

 

Perfeição não existe

Quando eu fiz o post dos meus atrasos, falei que ainda tinha assuntos pendentes. Pois bem: era sobre meu exame do grade 4, da RAD, e outro ainda (paciência, fica pro próximo – ou não – post).

Vai acabar que vou falar de duas coisas, do exame e do que me incomoda um pouco, que é minha paranoia de “perfeição” (por Deus, não perfeição de ter técnica perfeita, alongamento lindo, etc etc..)

Mas vamos: no dia de pegar o resultado (perdão: o conceito – fail, pass, merit ou distinction) do exame que a gente fez, teve uma pequena gala, e lá fui eu dançar a coisinha do grade 4.  Só que eu também ia ficar no som. Foi estranho, o coiso do som tava perto do palco, só que na plateia, e eu lá, de tutu! hahaha. Tá pois: acabou o evento, foi entregue um certificado simbólico, e depois, quem quisesse, era pra procurar a diretora e ver seu conceito e nota final.

Eu não vi. Tava correndo pra me trocar, pra não perder o ônibus, e lá tava um tumulto. Mas minha mãe viu.

OK. Ela me contou no dia seguinte: MERIT!

Fiquei pra morrer, exageros a parte. Do tipo NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO! COMO ASSIM? EU ME DEDIQUEI PRA CARAMBA! TODO MUNDO APOSTAVA QUE EU TIRARIA DISTINCTION! FULANA TIROU  DISTINCTION! POR QUE EU NÃO? QUE INJUSTIÇAAAAAAA!

(uma pausa: não coloquei lá na frente, mas fail é reprovado, pass é passou normal, merit é com mérito e distinction é com distinção. são níveis divididos por notas, que eu não sei agora quais são)

Fiquei possessa, sério. Chorei, e olha que eu não chorava por nada (muito menos ballet) há um tempão. Eu fiquei muito, mas muito, frustrada. Senti que decepcionava todo mundo que acreditava em mim, meus amigos, meus professores, e a mim mesma. Eu me dediquei muito, de verdade. E tanta gente tirou distinction!

Mesmo sendo merit uma nota muito boa. Eu sempre fui muito perfeccionista. Graças a Deus, não do tipo que se descabela porque tirou 8, sei lá. Mas, no ballet, não foi assim. Eu achei minha nota a coisa mais ridícula do mundo.

Só que eu ME ESFORCEI PRA CARAMBA, POXA! Eu realmente achei que merecia mais.

Acontece, minha gente, que eu não tinha motivo nenhum pra ficar triste. Na verdade, eu deveria ficar muito contente porque: eu me lesionei, lembram?, e fiquei um ano todinho parada; depois, voltei e fiz dois meses de aula antes do exame. Dois meses! De jeito nenhum eu conseguiria meu condicionamento físico de volta, meu en dehors mais-ou-menosinho, meu tantinho de força.

Mas eu não enxerguei isso. Foi preciso muita conversa com amigos pra perceber e me tocar: tenho de parar com isso!

Essa mania de “perfeição” é prejudicial. A minha auto-estima e confiança foram lá pro brejo. Me senti horrível. Pensamentos do tipo “sou sempre mediana, nunca boa o suficiente”. E, ó: já tenho coisas demais a pensar, não preciso me denegrir assim não. Ainda mais numa coisa que me é tão prazerosa.

Esse negócio de “perfeição” (sempre entre aspas) no ballet é um negócio muito chato. Nunca tá bom, nunca tá bonito, nunca tá o bastante… e esse limite sempre aumenta. E é complicado, que é isso que nos move. Ou não? Se eu consegui uma pirueta limpa, agora quero duas. Se meu arabesque chega a noventa graus, quero a cento e vinte. Se eu fiz um entrechat simples, quero um com mais batidas. Sempre e sempre mais. E nunca tá bom.

Porém, para mim, que não quero ser profissional nem bulhufas de nada, não é nem um pouco necessária essa mutilação à confiança. Posso querer fazer mais piruetas? Posso, ué (na verdade, eu quero mesmo). Mas preciso ser exigente assim comigo? Não, não e não!

Não sei se me faço entender, mas gente: eu tirei 71 (ou 73? não lembro). Fiquei a poucos pontos do distinction que tanto queria, e olha a algazarra que eu fiz! Desnecessário.

Essa visão de mim foi mudando aos poucos, junto com a digestão da minha nota.

 

Outra coisa: uma amiga filmou a minha dancinha. ount. A primeira vez que vi, tive vontade de interditar o youtube e tacar fogo. Achei feio, achei rude, ruim demais! Hoje em dia, até simpatizo. E acho meu reverencé muito bonitinho! Eu poderia falar aqui que não dancei bem porque o chão tava escorregando, e eu não tinha breu; que meu corpo tava geladíssimo do ar ligado; que eu tava nervosa porque minha mãe, minha amiga e mais gente conhecida estavam lá; que eu ensaiei umas três vezes. Mas, sabe, cansa justificar uma coisa que não tem que justificar. Dancei e ponto.

Myrtha

Sabe, gente, me deu uma vontade de dançar Myrtha.

Nada doce, só uma mulher ops forte.

(Divíssima Marianela Nuñez – só a variação [dos 05:40 aos 06:30, aprox.], apesar da coda ser extremamente contagiante)

E essa variação até que dá pra mim. É o tipo de exercício que gosto em aulas (grand allegro, seu delícia), e não tem muito na ponta. Claro que não há a pretensão, mas… gostaria muito de dançá-la. E, vem cá, Myrtha não é uma escolha muito usual, né?

os atrasos

pense num pessoa que tá atrasada na atualização do blog? Eu tô pior que ela.

De relevante, meu povo (na minha dança, claro), aconteceram 3 coisitas. Uma delas, eu trato hoje:

NÃO TÔ COM VONTADE DE VOLTAR PRAS AULAS. Me tira a temperatura aqui, gente, acho que tô com febre, tô doente. Sei lá. Nada do ano passado pra cá aconteceu, pra eu ter mudado de ideia. São as mesmas pessoas, o mesmo prof, o mesmo lugar… não discuti com ninguém, nem mudei de planos… só não tô com vontade de fazer aula. Mas lá no fundinho, eu tô sim. Tô com vontade de usar a meia-calça tonalizada (que eu ainda vou comprar, e falar sobre. acredite, não é só pelos 20 centavos pela meia), e a sapatilha bege, e melhorar na ponta, saber o que eu vou dançar no fim do ano…

 aviso: não tente entender essa menina. o ministério da saúde adverte que será perda de tempo.

Acho que o que eu não quero é voltar pra minha rotina maluca. Porque acontece que eu decidi que o ballet não é minha prioridade, mas minha futura profissão é. E a minha rotina maluca me atrapalha um bocado (veja bem, não é maluca. é cheia).

Sei lá.

Vou me forçar a ir na semana depois do carnaval. E veremos.

Tutus de Odette

Lembram de um post com vários tutus da princesa Florine? Eu gostei tanto, que resolvi criar uma série. Eeee! Hoje iremos de Odette.

Odette, como a gente sabe, é a protagonista do ballet “O Lago dos Cisnes”. É uma jovem (ou princesa? vixi) que foi transformada em cisne e que precisa do amor verdadeiro e blablá… mas, ela só é cisne durante o dia; de noite, ela volta a ser humana. Tá, ok. é aqui que eu não entendo: se ela é humana a noite, por que ela sempre está “de cisne” nas montagens? Mas tudo bem. Vamos aos tutus:

Eu já vi alguns bem exagerados, cheios de penas, brilhos e sei lá, alguns mais simples, e outros super diferente. Eu prefiro os mais simples: a gente sabe que é cisne, a bailarina faz movimentos de cisne, pra que enfiar um monte de penas nela?

Um doce pra quem adivinhar meu favorito!

Vocês viram que ou é super padrãozinho, ou é super diferente? A maioria é bem parecida e mudam só os enfeites, mas tem uns, tipo o do Australian e do Dortmund, que fogem quase totalmente.

Agora, os de bailarinas desconhecidas:

Enton, pessoas, o que vocês acham desse figurino?