Eu vou demais

Sabe qual é um dos meus grandes problemas no ballet clássico? Não é fazer pirouettes, sissones, não ter um bom equilíbrio ou não decorar sequências.

O problema é que eu vou demais.

Ballet clássico me parece meio sisudo. Não entorta o tronco, não dobra o joelho, olha a mão! Parece que isso é assim ou não é isso. Vamos tronco, por exemplo. Pra mim, é muito difícil, sério, deixá-lo quietinho, sem mexer, em exercício “de viagem” (que se descola). Se o meu braço vai à frente, naturalmente ele vai também, e não é porque o braço puxa, é porque, para mim, o movimento parece que flui mais.

Imaginem eu no tombé pas-de-bourré. Vou muito! Demorei pra conseguir fazer um bonitinho com o tudo no lugar.

Mas eu acho que é fácil explicar: durante quatro anos, o único ballet que eu vi foi o das coreografias. Não vi aulas. Além do mais, eu dançava com a música, não me prendia nem seguia regras. Tudo simplesmente fluía. Imaginem agora eu ter que me prender toda.

Ainda bem que existe o free movement no Royal (nesse método a gente tem três “tipos” de dança: o clássico, à caráter e o free movemet). Eu amo essa parte da aula, me dou super bem com ela. Parece que eu estou “nas raízes” às vezes.

(eu queria o free do grau 5, que é muuuuito mais bonito, mas eu não achei)

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