Incentivos “estranhos” dos alongamentos

(eu falei que faria esse post)

(eba! mais um post revoltadinho…)

°°°

Não tem coisa que me dá mais raiva do que ouvir “coloca o nariz no joelho”!!!

Sabem porque me dá raiva? Porque a gente tem capacidade para ir ALÉM disso! Quer ver? Fala para esta primeira garota que ela PODE fazer o que a segunda garota faz. Ela vai te chamar de doida e dizer: “só em sonho…”

sei lá, acho que ela falaria isso...

Claro que ela consegue – a gente consegue -, mas ela não é incentivada a alongar toda a coluna reta. Como ela quer encostar o nariz  no joelho, ela vai forçar o quê? A cabeça. E aí vai curvar a coluna para que o tronco todinho, o pescoço e um pedacinho da cara caibam nesse espacinho entre a virilha e o joelho.

Mas, se ela fosse incentivada a descer o corpo com a coluna do mesmo jeitinho que ela estava quando sentada, mesmo não encostando em lugar nenhum, vocês acham que daqui a algum tempo ela não estaria como a segunda menina? Claro que estaria!

Larga o joelho, menina! Pensa que você pode ir até o pé, se quiser.

Deixa eu ver um exemplo… Faça um L com suas mãos (isso é você sentado no chão), com o dedão em cima da palma (isso é o volume das suas pernas e da barriga) – ou seja, um tipo de 4 fechado -, e encoste a ponta dos dedos nessa primeira junta articulação.   Tcharãm! Você tem uma mão toda curvada! Ó que beleza! E nem encostando na “perna” você tá! Mas, sem dúvida, está encostando “no joelho”.

Agora, no L de novo, desça a sua mão retinha, até onde der. Onde a sua “cabeça” está? Lá looonge…  Pertinho do pé ( e alcança SIM!). Daí para a segunda garota, um pulo!

Uma vez, eu fui ajudar uma amiga a alongar deste aí de baixo ↓. Chegava uma determinada posição, a coluna dela “dobrava”. Tipo, já tava… ahn… “formatada” (hãm?) daquele jeito. Não dava pra ir reto de jeito nenhum! Eu tentei ajudar ela a deixar a coluna reta, mas não deu certo. Duvido nada do incentivo esquisito.

Essa foi a melhorzinha que eu achei. Ela tá quase lá! Pelo menos, alonga mais que a primeira.

Eu queria outro exemplo também, mas não achei fotos legais. É quando temos que fazer isso. Eu me recuso terminantemente a encostar a cabeça no chão (até porque não consigo) e forçar isso. Não! Eu tento, sim, alongar com a coluna mais reta o possível.

Não consigo, não gosto. Não acho que tá certo. Prefiro alongar aos pouquinhos, um tiquinho de cada vez. Não encosta hoje? Beleza. Eu não vou me enganar curvando o pescoço todinho e fazendo essa curva gigante, parecendo que encosta. Não vou mesmo.

Eu acho que de grão em grão, a galinha encosta no pé enche o papo.

°°°

Caramba, nunca escrevi tanto as palavras coluna, joelho e encostar.

°°°

Acho que o tema do próximo post-revoltadinho será nessa mesma linha, flexibilidade. Por que a pessoa acha que tem jeito pro ballet só porque é “molinha”?

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7 comentários em “Incentivos “estranhos” dos alongamentos

  1. Adorei!
    Muito bom o post! Isso é uma coisa que eu costumo fazer e realmente é bom eu ficar de olho pra poder melhorar…
    Quanto ao próximo post, me lembrou uma coisa, né?!

    Beeeijos

  2. adoro seus posts revoltadinhos \o/ haha
    “alongar aos pouquinhos, um tiquinho de cada vez” e respirar sempre, né? 😉
    bjinho

  3. Brigada, Nanda e Hanna!
    Alongamento é uma coisa que presto bastante atenção, porque eu odeio forçar até a dor “insuporável”. E eu acho que se fizer errado, dá uns probleminhas muito chatos, tipo distensões – eu já tive, e ainda sofro as consequências!

    Beiocas, meninas!

  4. Cyndi, a minha prof do ballet sempre fala: “se alongue para querer chegar no pé! cabeça indo até o pé!”
    esse post combinou muuuuuuuito com o que ela sempre me diz!

  5. Parabénssss. De fato, forçar a coluna sem levar em conta seu alinhamento, além de não alongar, pelo contrário leva a redução de espaços intervertebrais e pode com o tempo levar a lesões. De fato alongar respeitando o alinhamento leva a um resultado mais efetivo e previne lesões.

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