Minhas sapatilhas e suas histórias – Grisi

Mesmo estando fora do ballet, eu treino para ponta, às vezes. Acho que treinei mais em casa do que nas aulas, porque foram pouquíssimas mesmo! Disso, fui percebendo melhor o meu pé e o que ele precisa.

Daí tive a ideia (brilhante, nossa) de postar a minha experiência com cada sapatilha que eu tive (que foram muitas 3, nossa) e ver se me ajuda mais, e, de quebra, ajuda vocês (porque a gente sabe que cada pé é um pé. os meus dois, por exemplo, são diferentes um do outro; quem dirá os meus e os de vocês…)

Então,

hoje é a digníssima Primeira! A mais amada, idolatrada, salve salve!

GRISI!

A Grisi é da Só Dança. É a primeira sapatilha estudante depois da Prima, que é uma pré-ponta, como vocês podem checar no catálogo da Só Dança. Palmilha macia, gáspea média e em formato U…

Ou seja: é a sapatilha para aquela menininha magrinha dos seus 11 aninhos e que começou a treinar ponta agora.

Epa, peraí! Essa não era eu quando comecei! Eu já tinha meus 16 anos, alta, e pesava 60 kg.

Então aconteceu o que tinha que acontecer mesmo: a sapatilha morreu depois mais ou menos três semanas.

Lembro da minha emoção no dia que a sapatilha chegou. A gente tinha que levar linha e agulha pra aprender a costurar direito (creia: nem todo mundo sabia). Veio junto com a de todo mundo que pediu, numa caixa grande, que tava grávida, com várias caixinhas dentro.

Um dos filhotinhos era meu! Mas a gente só poderia pegar depois da aula.

Quando coloquei, a felicidade minguou um pouquinho: ficou apertada quando coloquei com ponteira, que era de silicone. Mas não foi o suficiente para me abalar, claro que não!, e fui aprender a costurar.

Sim, estranhei vir com um só elástico. Sim, estranhei vir com duas fitas apenas. mas são dois pés!  E não fiquei até o final, porque meu pai passou lá depois do serviço e eu não queria perder a carona.

Costurei em casa.

A minha primeira aula foi pesada para a primeira. Talvez por isso, até, quebrou tão rápido. Como vocês sabem (ou não. quem aqui é leitor assíduo?), eu fui para uma turma bem mais adiantada; duas mais eram iniciante em ponta como eu; as outras só estavam com sapatilhas novas. Então, nenhum exercício foi para quem nunca colocou uma sapatilha no pé.

O bom dessa sapatilha foi que era fácil subir (não absolutamente, mas fácil). E só. Sustentar, não mesmo. O centro, então, foi uma tortura!

Nas aulas seguintes, a sapatilha já estava bem mole, e não dava pra fazer muitas coisas.

Depois, estava tão mole que eu subia e meus dedos curvavam demais e doíam as primeiras articulações dos dedos (perto da gáspea). Não dava mais pra usar. A caixa estava muito amassada na frente, o que jogava meu pé ainda mais pra frente. O negócio é que iam só os dedos, já que eu não tenho colo de pé.

Então, ela morreu, e eu a enterrei no meu armário.

Teve uma vida curta, esse filhotinho.

Essa sapatilha foi absolutamente a errada!

Então, fui à loja decidida a comprar uma mais dura. Mas isso fica para o capítulo 2.

 

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8 comentários em “Minhas sapatilhas e suas histórias – Grisi

  1. Bloch? Não… teria que ter cartão internacional, né?
    Aqui, onde moro, só vi vendendo Capezio, Só Dança e Millenium (e Gaynor, nos festivais).

    *meu aniversário tá chegando. calço 38*

    Beijocas!! 😀

  2. Cyndi, eu uso (usava, porque parei de fazer ponta, mas já deu, né? Né.) a Partner 180, da Capezio, e me dei bastante bem! É uma sapatilha firme, que não é tão dura a ponto de você não conseguir subir, nem tão macia a ponto de ficar no estado da Grisi, e deixa o pé lindo! (Não é o pézão da Zakharova, mas a gente faz o que pode hahahahahaha)
    Beijos!

  3. Cyndi, não consegui assistir esse vídeo e não lembrar de vc:

    Sim, é um solo dificílimo, e para adultos. Sim, ela tem 11 anos e usa ponta. Mas eu não senti em momento algum o desespero que me dá quando assisto àquele vídeo da Lada Sartakova (Sartakova? NUNCA sei escrever esses nomes russos!) que você colocou aqui num post-revoltadinho uma vez. Estranho, né? Pq será? E vc, como se sentiu?

  4. Olha, me deu um negocinho, sim, principalmente na parte das piruetas… Mas não é tão desesperante, hehe. Mas, parece que teve um treino bem pesado!
    Talvez seja isso… treino muito pesado.

    Beijocas, Sarah! 😀

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