Minhas sapatilhas e suas histórias – Partner 180

Um bom tempo depois da Grisi quebrar, eu comprei a Partner. Quando eu cheguei na loja já fui logo falando pra vendedora (que parece entender) da Grisi, de como ela quebrou rápido, e que eu queria uma mais duro, por causa da minha altura e peso e tal…

Eu experimentei essa e mais outra, que não lembro qual era.

A Partner 180 é da Capezio, como vocês podem ver aqui. Ela é indicada para avançadas (ui! na época eu achava que era pra intermediárias). Acho que a minha tem palmilha normal, porque não é tão dura assim.

Não é mesmo, mas eu não tinha colo de pé e força suficiente para ela.

Eu a comprei pouco antes dos ensaios da valsa das flores começarem. Pouco, o que me deu poucas aulas para usá-la antes de ensaiar.

Eu gostava dela, mas fazer piqué era muito difícil, porque ela é durinha na caixa, e eu não tenho colo e força para curvar a caixa, lembram? Pois é. Mas quando eu conseguia subir, ela me dava um eixo legal, me sustentava – coisa que a Grisi não fazia, e nem podia.

Mas a bixa não amolecia de jeito nenhum! Além do fato de me sentir desconfortável com a altura que ela me dava  – gente, eu tenho 1,73 – e, de quebra, desengonçada (Cyndi, você está com um tijolo rosa nos pés – sabias palavras do prof.).

Minha performance (ui) era um desastre!! Não dava pra fazer muita coisa com ela. E me alegrava de fazer piqués mais com a perna esquerda, de pé mais forte.  Mas nem só de lado esquerdo vivia minha coreografia; então, no geral, saia tudo ruim mesmo!

Vocês sabem, eu não tive muito tempo com ponta. A Grisi foi-se rapidinho; a partner não tava comigo há muito tempo e as aulas foram poucas (claro, né, gente. todas sabiam como fazer as coisas, menos eu).  A coreografia era difícil, mas não impossível.

Ensaiar na ponta era um pesadelo pra mim. Me sentia horrível, parecia que nunca tinha feito aulas (e elas estavam em cinco vezes por semana), me sentia se musicalidade, sem coordenação, sem graça nenhuma. Mas na meia ponta era tão diferente! Era como se recuperasse tudo de volta, hehe! eu realmente dançava, e não executava.

Daí chegou um dia fatídico: mostra didática interna. O que eu dançaria? Valsa, claro. Se eu tava pronta? Pff. Não na ponta.

Então aconteceu o que tinha de acontecer mesmo: fui um desastre. De nervoso, caí da ponta. Sério, era de nervoso, porque nos ensaios isso não acontecia (palhaçada). Aí me enchi de raivas contra essa sapatilha.

Nas férias do ballet, um grupo de teatro que veio de São Paulo para apresentar Cinderella, chamou a escola pra dançar uma valsa bem curtinha na hora do baile. Coisinha pouca, dois casais e uma solista. A maioria tava em Joinville, no festival, e então sobrei e fui.

Aqui foi o ponto final da sapatilha.

A valsinha era tão simples, mas tão simples!  Poxa, eu não queria fazer feio! Fiz um extremo e pedi pra minha amiga, que tem um colo de pé enorme e destrói sapatilhas rapidinho, pra subir nela pra amolecer. A gente ensaiou umas duas vezes, acho, ela com a minha e eu com a dela.

PAUSA AQUI: a dela era um Prima Ballerina, da Capezio também. É duríssima, mas a dela já tava quebrada. O negócio é que essa bendita sapatilha tem um suporte ótimo na curva do pé, sabe, essa logo após o calcanhar? e também meio que me forçava a ficar com o pé esticado.

Menina, eu consegui fazer TUDO! e tudo com muito eixo, balance e certinho!  Me senti ótima como nunca tinha me sentido com uma sapatilha! Sei que não está lá certo fazer isso. E ela tava um pouquinho apertada também.

Ah, e foi a primeira vez que usei ponteira de pano. Na época eu não percebi, por causa da sapatilha mais que ótima, mas a ponteira de pano faz muita diferença pra mim.

VOLTANDO

Ela usou a minha, mas tava apertada e não ficou por muito tempo. Amolecer amoleceu, mas depois de um tempo, parece que ela voltou (como isso? não faço ideia).

Fiz a apresentação, e voltei pra casa decidida a comprar outra sapatilha.

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14 comentários em “Minhas sapatilhas e suas histórias – Partner 180

  1. Cyndi, eu quando parei de usar a Estudante (como eu sou velha – ou não me lembro direito -, na época não era Partner Estudante, era só Estudante mesmo hehe) também comprei uma Partner 180 (que eu acho que na época chamava só Partner, mas enfim) e não consegui quebrar. Logo depois comprei a Partner Box, fiquei uns dois ou três anos só usando ela (não a mesma, claro, mas vc me entendeu), e me adaptei super bem! Depois veio a Toshie, que não durou três meses e eu me abstenho de comentar, e desde então estou com a partner 180 (estava, mas chega né? Né.).
    Também não sabia que era recomendada pra avançado não! Pra mim ponta pra avançado era (é) Giselle, Fouetté, Gaynor, essas aí. Uia, que chique.

  2. Que velha o quê, dona Sarah!!
    Eu chamo de partner 180 pra não me confundir mesmo, porque tem a estudante, a box e essa. Aí pra não trocar, eu chamo por nome e sobrenome, hehe.

    Caaaaara, a gente tá seguindo com as mesmas sapatilhas, mas não na mesma ordem! óia! Menos a Toshie (gente, eu tenho um medo dessa sapatilha. Vai ver é por causa da mulher que a inspirou, né? hahaha)

    Olha, eu gostei da 180, mas ela não quebra! dá uma raivinha!! 😀

    E quando eu fiquei sabendo que era pra avançadas, fiquei meio indignada! rs. Tipo “se a vendedora tivesse indicado direito, eu não teria passado por isso. eu sou iniciante, oras!”
    Mas provável ela ter indicado por causa do meu peso! Mas, enfim, né…

    Beijocas! ^-^

    1. gente, so eu que quebrei a minha 180 em 3 semanas?
      to falando serio. quando eu quebrei eu fiquei tipo: COMO ASSIM ESSA MERDA JA QUEBROU?
      dai eu fui pra toshie (momento tristeza on) e eu quebrei ela em 1 mes.
      e olha que nem peito de pe eu nao tenho. sortuda….

      1. hahahaha, tadinha, gente!
        mas nem é só por colo de pé. pode ser força do pé, peso (meu caso), uso incorreto, sapatilha incorreta…
        pena que não tem fórmula pra achar, é ir tentando!

  3. Eu comecei nas pontas tem pouco tempo (tipo dois meses) e estou com uma Partner estudante. Ele é suuuuuuuuuuuuper macia pra mim e já tá praticamente quebrada (mas quebrada no sentido de destruída mesmo. A do pé direito então está praticamente uma meia ponta). Não sei o que a professora vai recomendar daqui pra frente… Acho que vai ser a Partner Box.

    Eu tenho o pé bem forte e um colo de pé médio, mas sinto que estou dançando menos do que normalmente estaria por causa daquela ponteira. Não sei, cismei com isso. Uso ponteira de silicone (como todas as meninas da sala) e pra mim é o fim da picada não sentir o chão. Muitas vezes não consigo fazer os exercícios porque, sei lá, dá a impressão de que eu não sei o tamanho do meu pé! Aí eu vou tentar subir e caio que nem jaca podre. Mas não é falta de força de pé… é falta de sensibilidade no pe. Não sei explicar. affe É horrível.

    Você disse que usou ponteira de pano. Foi bom? Você acha que vale a pena? Dá pra sentir o chão com ela? O pé dói mais?

  4. Ei, Melissa! ^-^
    Então: a partner estudante é a próxima da lista! haha, minhas leitoras sempre me descobrem! haha

    Mas vamos lá: ela é bem molinha, mesmo. Estudante, né. Me balandango toda nela.
    O negócio que eu usei não era bem uma ponteira, era um proteção de pano, mas serviu do mesmo jeito. Eu achei bem melhor!
    E dói um pouquinho mais, sim, mas eu não achei tão “ai meudels, que dor insuportável”. Deve ser porque não usava em períodos muito grandes…

    Mas a sensação na ponta é outra coisa. Descobri que a de silicone me dificultava bastante (conto no próximo post da série :D). Eu me sentia beeeem mais alta (e eu já sou alta), então era uma coisa bem desengonçada. Então, eu acho que te entendo nesse negócio de não “sentir o chão” e tudo mais
    Ah, apareceram mais calos em mim também.

    Mas não quero te assustar!!
    Pelo menos experimenta! Eu morria dos medos até experimentar 😉

    Beijocas!!

  5. Olha só, nunca tive esse problema com a ponteira de silicone (aquela meio salmon, né? Pelo menos a minha é hehe)!!!! Que esquisito esse mundo do ballet né? hahahaha
    E Cyndi, a Estudante me ajudou bastante enquanto ela durou! É perfeita pra iniciantes mesmo hehe (menos a Svetlana Zakharova e todas as outras russas, que já devem ter começado usando Gaynor. Não, o ballet russo não é um dos meus maiores amores hehehehe sou mais o Royal ❤ mas deixa quieto que ninguém perguntou. As pessoas iniciantes na ponta normais costumam usar Estudante. Eu acho). Beijos!

  6. ai, Sarinha, pelo meu começo conturbado e esquisito na ponta, não sou a melhor pessoa para dar conselhos, hehe!
    Então sua contribuição conta bastante aqui! =D

    Ah, eu divido os sentimentos com você: não sou tão fã dos russos, e aaaaaaaaaamo a Royal!

    Vou falar mais sobre minha experiência com essa sapatilha no próximo post da série.

    Beijocas! =D

  7. Olá, eu sou a Giovana e tenho quinze anos…amanhã faço dezesseis! Kkkkk minha primeira sapatilha de ponta foi ( e ainda é ) a 180 partner, mas ela quebrou fácil, depois de umas 6 aulas no máximo e elas já ficaram muito bem adaptadas aos meus pés. A direita quebrou primeiro, e a esquerda logo depois. E eu sou do básico ainda…e eu descobri há pouco tempo que elas são para avançadas….Mas enfim, Isso é por conta do meu colo de pé? Beijinho :*

  8. Olá, Giovana!
    Parabéns adiantados, haha! 😀

    Creio que seja… que ela não é dura, dura, duuuura, mas pra mim, com colo de pé inexistente, é um pau! hehehe

    Beijocas!

  9. Engraçado, a minha primeira sapatilha de ponta foi a partner 180 e achei ela super tranquila, e olha que meu pé tem quase nenhuma curvatura e pouco peito de pé. Mas a minha tinha sola 3/4, não sei se a sua também tinha, então eu conseguia subir na ponta (dentro dos limites que meu pé permitia – só fui subir mesmo na ponteira com 1 ano de aula nas pontas e, mesmo assim, tinha muita coisa que não ia. Mas ela demorou pra quebrar mesmo, mas, assim que quebrou, ela quebrou com força e eu não consegui mais usar.

    A minha segunda foi a Grand Pas reforçada, gostei bastante dela, apesar de que com o uso ela foi amassando na parte da frente da biqueira e pra fazer pas de burre era o inferno, porque minha unha ficava batendo no chão o tempo todo.

    A Toshie usei em seguida, mas foi péssima ela amassou logo atrás da biqueira e não deixava eu subir na ponta, não importava a força que eu fazia. Talvez porque eu tenha comprado a reforçada por engano (vendedores malditos!!!).

    Agora estou usando a Grand Pas reforçada de novo, mas com 3 meses de uso (e eu nem uso tanto assim, são só 3 dias por semana, quando não 2), ela já amassou na frente e estou procurando outra sapatilha. Se alguém tiver alguma sugestão, agradeço.

  10. Ei, Daniela! ^^

    A minha era sola inteira. Nunca entendi essa mocinha. É dura e é mole? Oxe. hehehe. O eixo que ela me dava era bem bom, mas até subir de verdade….

    Geeente, pas de bourré já é um massacre, cansa pra caramba! com a unha batendo no chão, pior ainda (foi assim que perdi minha 1ª unha no ballet e fui “desvirginada”, hahaha). Ô sofrimento! Só de lembrar te abraço daqui!

    Toshie me mete muito medo, e mais de um já me falou pra experimentar o.o

    Poxa, Daniela, é uma pena que não saiba uma pra te indicar! Não conheço quase nada de sapatilhas e “evolução” de resistência e afins… Não dá pra usar a 180, que você gostou (pelo visto), só que reforçada? Sapatilha só dá pra saber usando mesmo, mas é bom pegar umas orientações pra não errar feio, né? Haha

    Beijocas!!

  11. Ta, eu acho que eu sou um alienígena porque eu to na minha nona sapatinha da ponta (sim, eu tenho nove sapatilhas de ponta velhas e totalmente quebradas). A minha primeira foi a box e a pobrezinha não durou um dia (nesse sentido mesmo). Quando eu subi nela ela quebrou
    A minha segunda e terceira foram a estudante e nao duraram mais que duas semanas
    A quarta foi a 180 e durou 4 lidas semanas
    A quinta foi a PRIMA BALLERINA (eh, eu ja usei ela) e ela durou 3 semanas. Sim, ela durou somente 3 semanas e se eu subir nela denovo eu quebro meu pe (palavras da minha professora)
    as outras foram as Giselle, Fouetté, Gaynor e a toshie
    bom, sortuda es tu que nao gastou quase 3 mil reais so de sapatilha

    1. Não é alienígena não, hahaha. Conheci uma moça que quebrou a prima ballerina dela em uma aula. Mas são N fatores que influenciam isso.
      A estudante é molenga até pra mim. Eu achei a box mais durinha, mas com você foi o contrário, né? heheh
      Você pede tudo na reforçada? até a Gaynor não funfou? Puxa, Danii, tá difícil pra você. Vamos esperar então, talvez quando achar seja a BENÇA DE DEUS. Porque, né, a busca tá complicada.

      Beijocas!
      e boa sorte!!

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