Quanto tempo o tempo tem?

esse post foi originalmente escrito em 2013, ficou nos rascunhos e, de lá pra cá, muita coisa aconteceu. vou atualizar. legal essa barra de rolagem, né? vou escrever qualquer coisa pra ela ficar maior. internet abas mamilos porta agenda vestido catrina guarapari búzios minha arte domingo hoje é sexta acabou chorare no meio do mundo ah papapum iggy costurei um passarinho ficou muito fofo mas o tecido desfia um pouco rato roeu a roupa do rei de roma você gosta de pudim? se leu tudo responde amoeba nos comentários e vamos criar uma piada interna rs diminui o volume da tevê e escuta pelo telefone beijos amo vocês

Pode parecer, mas o post não é sobre a falta de atualização deste meu blog (se bem que poderia ser, porque tem MAIS DE MÊS que não escrevo aqui).

Dia desses, eu conversei com um amigo que eu não via há algum tempo. Ele também fez ballet, ficou um tempo parado e voltou descompromissadamente.

E a nossa conversa só reforçou um fato que eu notei, e meu professor também: quando nós dois voltamos, depois de algum tempo parados, voltamos mais animados. Sei lá, mais esforçados, talvez. Nós dois dissemos que nos jogamos mais agora, sem pensar em quanto vai ser difícil, ou doer.

Eu acho, por minha parte, que é por não ter mais certeza de que vou conseguir fazer aulas por muito tempo.

Quando eu comecei, com 15, eu achava que NUNCA iria parar. Daria um jeito, faria aula em outro horário, qualquer coisa. Aí, uma lesão aconteceu, uma decepção aconteceu. E parei. Minha certeza de nunca parar foi pro ralo! E passei a  desacreditar conforme o tempo ia passando e nada de voltar.

Voltei, saí, voltei, saí, dancei, dei aula (OOOOOOI? depois conto), saí, fiz uma aulinha ali acolá, e acho que só consigo voltar de vez agora quando terminar a faculdade e ter um empreguinho maneiro.

Dia desses (agora a história já é em 2015), fui fazer uma aula com o mesmo professor (gente, ele lê meu blog mesmo, dá pra crer? até perguntou se eu parei de postar. Oi, tio!), numa turma mais básica do que a que parei. Notei umas coisas: continuo com uma flexibilidade razoável, e ainda tenho problema pra decorar os exercícios, hahah. E me senti muito mais concentrada, focada mesmo. A vontade de fazer tudo, aproveitar cada segundo da aula era enorme. Não queria que acabasse. Queria gravar tudinho pra fazer em casa. Queria que meus músculos e minha cabeça respondessem direito.

Pode ser que, com mais idade, eu esteja levando mais a sério. Ou pode ser a saudade. Pode ser a incerteza da volta. Não sei.

Então, qualé a do tempo fora do ballet? Faz perder flexibilidade, agilidade, força, en dehors, etc, mas faz ganhar garra, vontade. MIM AJUDA, MOÇO.

Não sei como concluir esse post, esse assunto tá me fazendo ficar nostálgica e pensativa. So… chega mais, gente, contaqui como foi sair, e como foi voltar, ou o que vocês acham que vai ser o ballet no futuro de vocês. Sou toda olhos.

°°°

Um dia qualquer, vou contar quantas vezes escrevi “não sei” ou “sei lá” nesse blog.

 

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Nas férias

Primeira vez na vida, estou me disciplinando a fazer aulinhas de ballet aqui em casa. Yey! A varanda tem espaço, uma mureta na altura perfeita e um espelho grande em frente: tá praticamente me implorando. Como esse ano não pretendo voltar pro ballet (depois falamos), vou tentar continuar por muito tempo.

Depois da minha segunda lesão (oh, céus, nunca achei que fosse dizer isso um dia), só há pouco tempo me senti confortável pra fazer exercícios. O pé não tá lá essa brastemp ainda, mas não tô forçando muito. Ah!, minha panturrilha direita tava aquela coisa flácida e fina, e eu tô tão feliz que ela tá voltando a ficar durinha, óin. Tá quase igual a esquerda, hehe.

Não sei se já disse, mas me orgulho muito dos meus músculos-de-ballet.

Quem me ajudou a encontrar aulas na internébs foi a Cássia. Por enquanto, tô fazendo essa aqui, da Kathryn Morgan, que não é muito pesada. Reconheço as diferenças de método (ela é/era do NYCB, e eu fazia RAD), então só faço mesmo pelas sequências, não copio 😉 Semana que vem, ou a outra (depende da confiança no pé), vou fazer algumas sequências – que eu lembrar – da minha antiga turma, que é mais avançada que o vídeo. Tomara que eu consiga, haha!

Então, vocês pequenos gafanhotos, não vão fazendo tudo xerox não. Aí volta pra aula com vícios e quero ver. Não indico pra quem nunca fez esses passos na vida, e sim pra quem já tem o conhecimento da técnica e não quer ficar parado, tá?

uma beja procês

os atrasos

pense num pessoa que tá atrasada na atualização do blog? Eu tô pior que ela.

De relevante, meu povo (na minha dança, claro), aconteceram 3 coisitas. Uma delas, eu trato hoje:

NÃO TÔ COM VONTADE DE VOLTAR PRAS AULAS. Me tira a temperatura aqui, gente, acho que tô com febre, tô doente. Sei lá. Nada do ano passado pra cá aconteceu, pra eu ter mudado de ideia. São as mesmas pessoas, o mesmo prof, o mesmo lugar… não discuti com ninguém, nem mudei de planos… só não tô com vontade de fazer aula. Mas lá no fundinho, eu tô sim. Tô com vontade de usar a meia-calça tonalizada (que eu ainda vou comprar, e falar sobre. acredite, não é só pelos 20 centavos pela meia), e a sapatilha bege, e melhorar na ponta, saber o que eu vou dançar no fim do ano…

 aviso: não tente entender essa menina. o ministério da saúde adverte que será perda de tempo.

Acho que o que eu não quero é voltar pra minha rotina maluca. Porque acontece que eu decidi que o ballet não é minha prioridade, mas minha futura profissão é. E a minha rotina maluca me atrapalha um bocado (veja bem, não é maluca. é cheia).

Sei lá.

Vou me forçar a ir na semana depois do carnaval. E veremos.

Exame! novamente

Meninada, moçada, pessoal! Eu sei que issaqui tá muito sem atualizar. Mas tá difícil.

Então. Vou fazer exame da Royal para passar para o Grade 5. O negócio é que dessa vez não é interno, é internacional! Vem uma mulher lá de não sei das quantas Malásia pra aplicar o exame!  Se o exame interno já é cheio de dedinhos, imagina esse?!

Vai ser na terça agora. Segunda é o ensaio geral, com pianista. Já tô ficando mega ansiosa.

Até o fim do mês passado, não havia sido decidido qual Study (dança) eu ia fazer – há a clássica e a de free movement -. Mas eu treinei as duas, e, no fim, o tutor da diretora decidiu pela do free! Yey! Porque eu prefiro essa mesmo! Pelo que eu sei, vou ser a primeira aluna da escola a fazer outra que não é a clássica. CORAGI.

Aiii, já tô meio nervosa!

Uhuuul!

Eu tenho uma ótima notícia para dar:

Finalmente, após dez meses fora, VOLTEI AO BALLET! uhuuuuuul!

Eu não disse ontem porque esperei ficar tudo certinho. Eu tenho dessas coisas de anunciar o negócio, e depois o negócio não acontece… Mas agora tá  tudo certinho e posso anunciar! =D

Tô tão feliz, gente!

Inclusive, quinta eu fiz uma aula com a minha turma antiga. Pesada (pra mim. saí esbaforida e cheia de dores). Teve até fouettés , mas, lógico, não consegui. Mal conseguia quando frequentava normalmente…

Mas saí de la com um sorrisão! 😀

Minhas sapatilhas e suas histórias – Grisi

Mesmo estando fora do ballet, eu treino para ponta, às vezes. Acho que treinei mais em casa do que nas aulas, porque foram pouquíssimas mesmo! Disso, fui percebendo melhor o meu pé e o que ele precisa.

Daí tive a ideia (brilhante, nossa) de postar a minha experiência com cada sapatilha que eu tive (que foram muitas 3, nossa) e ver se me ajuda mais, e, de quebra, ajuda vocês (porque a gente sabe que cada pé é um pé. os meus dois, por exemplo, são diferentes um do outro; quem dirá os meus e os de vocês…)

Então,

hoje é a digníssima Primeira! A mais amada, idolatrada, salve salve!

GRISI!

A Grisi é da Só Dança. É a primeira sapatilha estudante depois da Prima, que é uma pré-ponta, como vocês podem checar no catálogo da Só Dança. Palmilha macia, gáspea média e em formato U…

Ou seja: é a sapatilha para aquela menininha magrinha dos seus 11 aninhos e que começou a treinar ponta agora.

Epa, peraí! Essa não era eu quando comecei! Eu já tinha meus 16 anos, alta, e pesava 60 kg.

Então aconteceu o que tinha que acontecer mesmo: a sapatilha morreu depois mais ou menos três semanas.

Lembro da minha emoção no dia que a sapatilha chegou. A gente tinha que levar linha e agulha pra aprender a costurar direito (creia: nem todo mundo sabia). Veio junto com a de todo mundo que pediu, numa caixa grande, que tava grávida, com várias caixinhas dentro.

Um dos filhotinhos era meu! Mas a gente só poderia pegar depois da aula.

Quando coloquei, a felicidade minguou um pouquinho: ficou apertada quando coloquei com ponteira, que era de silicone. Mas não foi o suficiente para me abalar, claro que não!, e fui aprender a costurar.

Sim, estranhei vir com um só elástico. Sim, estranhei vir com duas fitas apenas. mas são dois pés!  E não fiquei até o final, porque meu pai passou lá depois do serviço e eu não queria perder a carona.

Costurei em casa.

A minha primeira aula foi pesada para a primeira. Talvez por isso, até, quebrou tão rápido. Como vocês sabem (ou não. quem aqui é leitor assíduo?), eu fui para uma turma bem mais adiantada; duas mais eram iniciante em ponta como eu; as outras só estavam com sapatilhas novas. Então, nenhum exercício foi para quem nunca colocou uma sapatilha no pé.

O bom dessa sapatilha foi que era fácil subir (não absolutamente, mas fácil). E só. Sustentar, não mesmo. O centro, então, foi uma tortura!

Nas aulas seguintes, a sapatilha já estava bem mole, e não dava pra fazer muitas coisas.

Depois, estava tão mole que eu subia e meus dedos curvavam demais e doíam as primeiras articulações dos dedos (perto da gáspea). Não dava mais pra usar. A caixa estava muito amassada na frente, o que jogava meu pé ainda mais pra frente. O negócio é que iam só os dedos, já que eu não tenho colo de pé.

Então, ela morreu, e eu a enterrei no meu armário.

Teve uma vida curta, esse filhotinho.

Essa sapatilha foi absolutamente a errada!

Então, fui à loja decidida a comprar uma mais dura. Mas isso fica para o capítulo 2.