Makarova

Pessooooooas, achei uma coisa muito velha aqui em casa: um pôster com uma porção de fotos da Natalia Makarova em “A Morte do Cisne”. E como eu nunca tinha visto algumas, vou colocar todas aqui! eee!

Todas as fotos são de Max Waldman ©, 1975.

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ººº

O melhor que dava para fazer com fotos muito mal gardée e um scanner comum.

Vamos falar de coisa boa?

Vamos falar da nova Tekpix?

Hoje eu não tô com clima para post, então vamos falar de coisa boa… 😀

Bailarinos bonitos! (só três, e cada um de uma companhia.)

→ Steven McRae ♥

A primeira vez que o vi foi no pas de trois do primeiro ato de O Lago dos Cisnes, separado para o fim de 2010. Desde então, meu favorito.

Companhia: Royal Ballet.

→ Marcelo Gomes

Aaaaah, pára (opa!) que não dá orgulhinho de ele ser brasileiro? 😉 Não lembro a primeira vez que o vi, talvez por o ver há tempos.

Companhia: American Ballet.

→ Karl Paquette

Foi quando eu estava assistindo a “A Dama das Camélias”, com o Ópera de Paris. Ele era Gaston, par de Prudence (Dorothée Gilbert).

Companhia: Paris Opera Ballet.

°°°

Como eu sei que há leitorEs, faço um com bailarinas bonitas também (mas só três).

Não interessa o quadril alinhado…

Todo mundo sabe que, num arabesque, o quadril deve estar alinhado com os ombros, de forma que ele não vire “à la second”. Mas quem se importa com isso?

O que importa é a altura. Sacrificamos o alinhamento pela perna altíssima.

Qual é o mais bonito? E o correto? Pena que sejam duas respostas diferentes.

Acho que isso começa lá no alongamento, no grand écart. Somos incentivadas a encostar no chão. E só. Cadê quem fala o jeito certo? Quem fala que, na hora de descer, não se deve “abrir” o quadril, que com ele reto – numa mesma linha – alongará melhor? E PIOR, quem se importa?

Acreditem, os dois são grand écarts “laterais”. O primeiro parece um grand écart frontal com uma perna en dedan.

Eu me importo. Mas parece que só eu me importo, porque, pelo menos na academia, o professor fala, eu falo também, mas eles devem me achar um chata, e não adianta. Continuam fazendo do jeito “errado”. Sabem por quê? Para encostar no chão. Ou chegar mais perto.

(Aliás, qualquer dia desses vou falar sobre alongamentos e seus incentivos estranhos)

Um arabesque enorme e todo aberto é tão mais legal que até as árvores fazem desse jeito.

O mesmo acontece nos attitudes, nos arabesques penchés, i.é., nas posições em que uma perna é estendida atrás do corpo (também sissones, grand battements, grand jetés…).

Agora que está embaralhado, quem adivinha os corretos? Polina e essa moça do aparelho-alongador-esquisito. Quem diria o alongador-esquisito… As duas de azul (logo azul!) estão bem viradas.

Voltando ao foco, não é impossível fazer um belo arabesque bem alinhado.

Vai me dizer que é feio? Não passou da cabeça, né… Quem me dera ter um feioso assim!

Devemos pensar como se o arabesque fosse um “tendu en l’air”. Um tendu vira? Não. Então porque o arabesque vira? Tem que rever isso aí.

Num vídeo que assisti, da Maple Conservatory, mostra um jeitinho de fazer um arabesque legal. Muito simples: 1. faça um tendu (degagé) derrière. 2. Agora fondu. 3. E agora, tcharãm, tendu en l’air! Sobe sua perna até o máximo, sem sair da sensação-tendu e do fondu. 4. Agora estica a perna. Final. Olha que arabesque bacanudo!

Outro jeitinho, um pouco mais difícil é: 1. tendu derrière (degagé, porque não “volta”). 2. Cambré, mas com o enorme cuidado de deixar todo o peso do corpo na perna de base. 3. “Trava” as costas nessa posição e sobe. Final. Tcharãm!

Mas não dá pra fazer um desses numa sequência que a professora pedir arabesque, né?

Nós temos que pensar que nem sempre o mais bonito (ou o que foi dito que é) é o correto. Pode até ser o jeito mais fácil – e é -, mas temos certeza de que é o melhor? Acho que não só em ballet, mas em qualquer coisa na vida.

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Observação: Ninguém precisa acreditar em mim. Eu não sou prfessora de ballet nem nada. Eu só presto muita atenção nas explicações, na parte chata (não?) da aula, e tento aplicar isso a mim.

E, OK, talvez eu tenha feito tempestade em copo d’água. Mas meu blog está ativo para isso mesmo.

E, não, não estou perseguindo a Sara Michelle Murawski, eu só acho ela meio exagerada.

E, nada, só pra irritar mesmo.