Num mundo de casacos pretos

Seja um sobretudo rosa =)

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Tiaras

Espetáculos de final de anos chegando, figurinos chegando, acessórios de cabeça loucos chegando… Às vezes, a gente dá sorte de usar uma tiara bonita, ou uma coroa legal; outras vezes, é só uma coroa de flores em volta do coque.

Pra quem foi sortuda esse ano, eu tenho uma dica na manga. Eu vi há tempos, mas não salvei (mea culpa) e não lembro onde foi, nem as palavras-chave pra pesquisar (mea culpa intensifies).

Para a tiara ficar esteticamente agradável e e proporcional ao seu rosto, você tem que medir, com o polegar e o indicador, a distância entre a base do queixo e o espaço entre as sobrancelhas. Então, transferir essa mesma medida pra cima, sendo que, agora, o polegar está no espaço entre as sobrancelhas e o indicador está em algum lugar do seu cabelo. Essa é a base da altura da tiara.

Eu confirmei minha dica neste artigo que achei (o outro era tão bom, tinha fotos e gifs, tô chorosa). O artigo também dá outras dicas:

– só colocar a tiara depois de todo gel/laquê, pra não deixá-la grudenta (e enche a cabeça de grampos, miga)

– se seu rosto é comprido, uma tiara pontuda faz parecer mais longo ainda; se é redondo, uma tiara arredondada acentua isso. Basicamente, se você puder escolher, escolha o formato oposto ao seu rosto.

Agora, pra coroas, eu acho mais difícil de acertar, heheh. Muitas vezes, parece ~estranho e mal colocado na cabeça da bailarina. Quando está muito pra trás, eu acho, que dá essa impressão.

(Ah, a diferença entre coroa e tiara é que a coroa é circular e cobre toda a circunferência com pedraria, envolvendo a cabeça toda, enquanto a tiara é semicircular e enfeita só a frente da cabeça)

Já vi muita bailarina usando a coroa em volta do coque – nesse caso, um coque bem alto, pega o meio do topo e a curva da cabeça – e ficar bom, mas também já vi ficar ruim. Questão de bom senso, por isso a gente tem que começar a se arrumar mais cedo, pra dar tempo de testar.

Há também aquelas coroas que tem várias “camadas” de pedrarias, um fiozinho que cai sobre a testa, flores, etc. Isso é bom testar com antecedência de dias e achar a melhor proporção pra você. Se foi feita sob medida, vai ser fácil  (eu espero, hahah).

Agora fiquem com a linda da Maria Alexandrovna usando a regra da tiara com essa peça maravilhosa:

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E dicas da Kathryn Morgan.

Arrasem nesse espetáculo! ♡

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Ui!

Hoje é meu aniversário!

Esse último ano foi tão louco, mas tão louco… dei grandes passos na minha vida, tive experiências maravilhosas, conheci pessoas incríveis! Acho que até postei mais por aqui, heheh.

Muito obrigada a vocês que continuaram comigo, mais um ano! Engraçado lembrar de quando eu comecei, aos 16 anos, e de como mudei – e muito! – desde lá! Do estilo de escrita à opiniões, e o modo de encarar a dança e sua importância na minha vida. E, sinceramente, espero continuar mudando.

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Tomara que o ano por vir seja mais louquinho ainda. Chapeleiro, me chama que eu vou!

Jewels

Hoje é a estreia de um evento maravilhoso no Lincoln Center: três cias. de ballet vão dançar Jewels, de Balanchine, em comemoração ao aniversário de 50 anos da estreia do ballet. São elas o Paris Ballet, o New York City Ballet e o Bolshoi. O Paris vai dançar a parte de Esmeraldas, e o NYCB e o Bolshoi vão alternar a parte de Rubis e Diamantes.

Cês têm noção de como isso é magnífico, né?! Além de serem 3 cias incríveis, também são as três cias em que Balanchine se “inspirou” ou “dedicou” o ballet: a pureza do ballet francês ficou com as esmeraldas; o dinamismo do ballet americano ficou com os rubis; a elegância do ballet russo ficou com os diamantes. EXATAMENTE COMO VAI SER APRESENTADO HOJE!

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Creio que Balanchine teria um troço, haha. Eu soltei uma lagriminha quando fiquei sabendo (ah, obrigada por me lembrar, Sarita!).

Eu, na primeira vez que assisti ao ballet, achava que era uma “representação” das grandes eras do ballet – o romantismo, a era clássica e o neo-clássico de Balanchine.

Alguém me teletransporta pra Nova Iorque!! Pago uma coxinha!

Minhas sapatilhas e suas histórias – Partner Student

Olha só pra mim, continuando uma série depois de anos!

Pra quem não lembra (ou não estava aqui), eu comecei a contar sobre as minhas experiências com sapatilhas. Não foi/é nem um pouco fácil pra mim, como imagino que não seja pra muita gente. Meu pé quase não curva (não atinge a linha ideal, não tenho força), eu torci o tornozelo direito duas vezes – então ele é bem mais fraco que o esquerdo – e, pra completar, tenho um problema no joelho.

Li diversos artigos sobre sapatilhas pra tentar acertar. Enfim. Não acertei ainda, mas #fff. Esses artigos basicamente dizem que: pé forte, palmilha resistente; pé fraco, palmilha mole; pesada, palmilha dura. COMOFAS se eu tenho pé fraco e sou pesada?

Os profs disseram: palmilha mole. Fui. Era a Grisi, primeiro post da série. Não deu certo. Tentei uma mais dura, a Partner 180. Também não deu certo, segundo post.

E então, voltei pro team mole: Partner Student. Terceiro post, hehe.

Pensa numa delicinha! Amey amei. Ficava uma graça no meu pé, e eu conseguia fazer piqués numa boa (o que era o maior problema da P. 180). Eu tinha força suficiente pra forçar a caixa em ponta, massss….. eu não sentia firmeza nela. Claro. Partners Students não são feitas pra mocinhas grandonas. É o tipo de sapatilha degrau, acho. Você (eu, no caso) vai quebrar muitas dessa em pouco tempo até fortalecer os pés/tornozelos o suficiente pra usar outra, mais dura.

Mas lá estava eu, linda, me equilibrando como podia, tentando fazer a coreografia toda (era a valsa das flores, sete minutos de sofrência). Eventualmente, eu conseguia. Momentos felizes.

Até o CATAPLOFT

Caí e torci o tornozelo (essa foi a primeira vez). Daí foi morro abaixo, né. Parei de fazer aulas por umas semanas, voltei pra descobrir que estava fora da valsa, não poderia usar ponta por uns meses e fiquei putona. Saí do ballet, voltei quase 1 ano depois.

¯\_(ツ)_/¯

Triste fim da Partner Quaresma.

Pra finalizar: creio que, se continuasse a usá-la, ia me ajudar bastante. Eu sei disso hoje, mas, na época, eu não achava isso. Achava que ia quebrar rápido e nisso, partiria pra outra mais dura (ah, que novela!) Foi isso mesmo que aconteceu,  mas não foi mea culpa total. Explico no próximo post que, pela progressão aritmética deve sair em 2107

°°°

Usei a Partner Student pra tirar fotos de estúdio do último espetáculo que participei, ó só

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Né fofis? Dá um desconto que eu tava sem aulas e recém recuperada da segunda vez que torci o tornozelo  (não aguento mais falar disso!!!! Já deu de torção vlw fw)