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Ui!

Hoje é meu aniversário!

Esse último ano foi tão louco, mas tão louco… dei grandes passos na minha vida, tive experiências maravilhosas, conheci pessoas incríveis! Acho que até postei mais por aqui, heheh.

Muito obrigada a vocês que continuaram comigo, mais um ano! Engraçado lembrar de quando eu comecei, aos 16 anos, e de como mudei – e muito! – desde lá! Do estilo de escrita à opiniões, e o modo de encarar a dança e sua importância na minha vida. E, sinceramente, espero continuar mudando.

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Tomara que o ano por vir seja mais louquinho ainda. Chapeleiro, me chama que eu vou!

Jewels

Hoje é a estreia de um evento maravilhoso no Lincoln Center: três cias. de ballet vão dançar Jewels, de Balanchine, em comemoração ao aniversário de 50 anos da estreia do ballet. São elas o Paris Ballet, o New York City Ballet e o Bolshoi. O Paris vai dançar a parte de Esmeraldas, e o NYCB e o Bolshoi vão alternar a parte de Rubis e Diamantes.

Cês têm noção de como isso é magnífico, né?! Além de serem 3 cias incríveis, também são as três cias em que Balanchine se “inspirou” ou “dedicou” o ballet: a pureza do ballet francês ficou com as esmeraldas; o dinamismo do ballet americano ficou com os rubis; a elegância do ballet russo ficou com os diamantes. EXATAMENTE COMO VAI SER APRESENTADO HOJE!

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Creio que Balanchine teria um troço, haha. Eu soltei uma lagriminha quando fiquei sabendo (ah, obrigada por me lembrar, Sarita!).

Eu, na primeira vez que assisti ao ballet, achava que era uma “representação” das grandes eras do ballet – o romantismo, a era clássica e o neo-clássico de Balanchine.

Alguém me teletransporta pra Nova Iorque!! Pago uma coxinha!

Minhas sapatilhas e suas histórias – Partner Student

Olha só pra mim, continuando uma série depois de anos!

Pra quem não lembra (ou não estava aqui), eu comecei a contar sobre as minhas experiências com sapatilhas. Não foi/é nem um pouco fácil pra mim, como imagino que não seja pra muita gente. Meu pé quase não curva (não atinge a linha ideal, não tenho força), eu torci o tornozelo direito duas vezes – então ele é bem mais fraco que o esquerdo – e, pra completar, tenho um problema no joelho.

Li diversos artigos sobre sapatilhas pra tentar acertar. Enfim. Não acertei ainda, mas #fff. Esses artigos basicamente dizem que: pé forte, palmilha resistente; pé fraco, palmilha mole; pesada, palmilha dura. COMOFAS se eu tenho pé fraco e sou pesada?

Os profs disseram: palmilha mole. Fui. Era a Grisi, primeiro post da série. Não deu certo. Tentei uma mais dura, a Partner 180. Também não deu certo, segundo post.

E então, voltei pro team mole: Partner Student. Terceiro post, hehe.

Pensa numa delicinha! Amey amei. Ficava uma graça no meu pé, e eu conseguia fazer piqués numa boa (o que era o maior problema da P. 180). Eu tinha força suficiente pra forçar a caixa em ponta, massss….. eu não sentia firmeza nela. Claro. Partners Students não são feitas pra mocinhas grandonas. É o tipo de sapatilha degrau, acho. Você (eu, no caso) vai quebrar muitas dessa em pouco tempo até fortalecer os pés/tornozelos o suficiente pra usar outra, mais dura.

Mas lá estava eu, linda, me equilibrando como podia, tentando fazer a coreografia toda (era a valsa das flores, sete minutos de sofrência). Eventualmente, eu conseguia. Momentos felizes.

Até o CATAPLOFT

Caí e torci o tornozelo (essa foi a primeira vez). Daí foi morro abaixo, né. Parei de fazer aulas por umas semanas, voltei pra descobrir que estava fora da valsa, não poderia usar ponta por uns meses e fiquei putona. Saí do ballet, voltei quase 1 ano depois.

¯\_(ツ)_/¯

Triste fim da Partner Quaresma.

Pra finalizar: creio que, se continuasse a usá-la, ia me ajudar bastante. Eu sei disso hoje, mas, na época, eu não achava isso. Achava que ia quebrar rápido e nisso, partiria pra outra mais dura (ah, que novela!) Foi isso mesmo que aconteceu,  mas não foi mea culpa total. Explico no próximo post que, pela progressão aritmética deve sair em 2107

°°°

Usei a Partner Student pra tirar fotos de estúdio do último espetáculo que participei, ó só

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Né fofis? Dá um desconto que eu tava sem aulas e recém recuperada da segunda vez que torci o tornozelo  (não aguento mais falar disso!!!! Já deu de torção vlw fw)

 

 

Menina, senta

Pessoas leitoras desse blog, estou eufórica!

Depois de muuito sacrifíco, finalmente fui à Inglaterra. Amei a experiência! Que país lindo! Que pessoas gentis!! E o clima tava até bem de boa, viu, e olha que eu sou friorenta.

Cheguei hoje e tô numa deprê total. Hehe

Mas o que eu realmente quero contar é:

TCHARAN

Eu fui assistir ao Royal Ballet!!!!!!!!!

Que loucura, menina! A região é lindíssima, cheia de lojinhas fofas. O Royal Opera House também é lindo, mas não dava pra ver muito de fora – estão construindo alguma coisa e colocaram um muro de proteção. Mas por dentro… por dentro! Que lugar!

Lindo é pouco!!

Meu ingresso era lá no topo, digamos… na parte médio-baixo do topo. 21 libras, achei o preço bom. Também achei que seria um lugar meio ruim de assistir, mas não é tanto assim. Dava pra ver tudinho, eu não tinha visão da coxia, os bailarinos não ficaram minúsculos, hehe. Se você é familiar coma silhueta, dá pra reconhecer tranquilo quem é quem.

Falando nisso, eu vi uns dos meus preferidos: Marcelino Sambé (que saltos! Socorro), Francesca Hayward (a coisa mais fofa), Lauren Cuthbertson (maravilhosa) e ZENAIDA YANOWSKI! Que mulher estupenda!

Chorei, gente! Chorei mesmo. Realizei um dos meus sonhos!! Parecia bom demais pra ser verdade!

Os ballets apresentados foram “The Vertiginous Thrill of Exactitude”, de Forysthe (com Marcelino, Francesca), “Tarantella”, de Balanchine, “Strapless”, de Wheeldon (com Lauren), e “Symphonic Dances”, de Scarlett (com Zenaida e Mayara Magri) – meu favorito da noite!

A gente não podia tirar foto nem filmar as apresentações, claro. Então, só fotos do lugar mesmo. Chega mais:

Aspiration Bridge, entre a Royal (dir.) E a Royal School

Boo muro de proteção

Visão do meu assento. Dava pra ver a orquestra também. Não vou mentir, em alguns momentos, eu só olhava pra lá, heheh

Tô apaixonada, gente! Uma noite que não vou esquecer tão cedo!

❤❤❤❤

Muito barulho por nada

Vocês já ouviram falar em ouvido absoluto?

Tá bem explicadinho no doc “Escuta só: Ouvido Absoluto” (um doc muito bem feitinho, viu, e ainda tocam Serenade lá no meio <3). Tem quase 30 minutos e eu não espero que vocês vejam tudo, mas eu vou dar uma explicadinha/resumidinha aqui. Grosso modo, é uma condição que faz com que a pessoa, sempre que escuta um som, saiba a nota musical correspondente. Como se, num canto de passarinho, ela percebesse o lá, mi, mi, sol, dó. Ainda é discutido se se nasce com ouvido absoluto, ou se com um fator que facilita tal condição, ou se é treino. MASS, com intenso trabalho musical, você pode desenvolver ouvido relativo, que é o que identifica o som com alguma referência anterior.

Pareceu incrível no começo, mas as pessoas que possuem essa característica apontaram uns lados ruins disso. A professora de percepção musical Aída Machado diz que seus alunos que tem ouvido absoluto “têm uma dificuldade de ouvir um acorde, de ouvir a beleza dos acordes” (acorde é quando se toca mais de uma nota por vez); o violista Levi Fernando diz que sente dificuldade em apreciar uma música, porque ele tá sempre ouvindo “nota, nota, nota… e isso cansa”, hehe.

Bem, esse não é esse exatamente o assunto do post, mas é um modo de ilustrar o que eu quero dizer hoje. Peraí que a gente chega lá!

Dia desses, eu conversei com um amigo sobre o tempo que nós estudávamos violino, e da saudade, etc etc. Ele falou que viu um moço tocando violino no ônibus; o pessoal lá dentro achou lindo, mas ele, que tem um conhecimento bom de música e do instrumento, disse que tava bem ruinzinho (mas geeeente, como que fica bom dentro de um ônibus também, né? achei coragem). Enfim. Notei que, depois que nós adquirimos esse conhecimento, é bem difícil se contentar com pouco.

Isso me fez lembrar outra conversa, dessa vez com a fadinha. Ela havia assistido um ballet e me contou como não dá pra ficar neutra assistindo uma coisa que conhecemos tão bem. “tal pé está torto, esse salto não foi muito elegante, três giros cravados!” são pensamentos que correm durante toda a apresentação. Eu também faço isso… como muitos também fazem, aposto!

Vocês percebem o que eu quero dizer? Como quem tem ouvido absoluto e só ouve “nota, nota nota”, nós, que temos conhecimento, só vemos “técnica, técnica, técnica”! Perdemos um pouco da graça de sentar, relaxar e apreciar o espetáculo. É bem mais fácil nos frustrarmos porque nosso padrão é mais alto do que o da plateia comum. E quem quer sair do teatro achando tudo meia-boca? Imagina só, você não vai ver uma cena dessas e achar bom, nem agradável, nem emocionante.

Mas sabe quem provavelmente vai? o público leigo. Assim como o pessoal do ônibus achou linda a apresentação do moço.

Chegamos no tema do post. Ufa.

Sabe quando nossos pais/parentes/amigos nos veem dançando, ou mesmo fazendo um exercício, e acham tudo maravilhoso, e nós soltamos um “claro que não! tá tudo torto/errado/frouxo/outro defeito”? O que estamos fazendo, gente? Querendo tirar a graça deles também?

Então, como não enxergar só técnica? Como voltar a ficar encantada com a história (mesmo que você já a tenha assistido milhares de vezes)? Acho que seria a mesma coisa de perguntar como desligar o ouvido absoluto.

Tentando ser “inocente” de no, ao invés de olhar para os pés, coisa que faço desde que comecei a dançar, eu foco na expressão facial, nas trocas de olhares entre os bailarinos, nos braços e nos – tcharam – bailarinos do fundo. Quando a encenação é boa, eles são a melhor coisa pra sentiro clima. Quer ver? Assista à cena da loucura de Giselle e olhe só pros camponeses.

O problema é que conhecimento sempre nos deixa mais críticos… Acredito  é um exercício diário: tirar o monóculo, descer da sua cátedra, ouvir a música, apreciar o esforço da pessoa, se deixar envolver, perceber que as falhas fazem parte da vida e da dança – inclusive das suas -, correr pro abraço.

Um post meio doidinho só pra dizer: relaxa, fia.

Uva madura

E que Depois de um post birrento, um de consolo!

Meu passo uva madura, aquele que eu ❤ e me sinto maravilhosa dançando, e que faço o tempo todo, é

TCHARANN

pas de valse en tournant

(Coloca no combo aí o simples e os balancés também, amo/sou)

Quer me ver feliz? Me dá um corredor largo e enorme e a combinação pas de valse en tournant, chaînes, piqué arabesque. Tô no céu.  Continuar lendo “Uva madura”