Dicas para sapatilha de ponta

A bailarina Kathryn Morgan publicou, em seu canal no youtube, um vídeo com várias dicas muito muito úteis para sapatilha de ponta! Acredito que, como bailarina profissional, ela tem muita conhecimento a passar para nós, pequenas gafanhotas.

Sevocê não viu, ou tá com preguiça, ou então não fala inglês, sentaqui que eu listei tudinho.

Primeiramente, fora temer acho importante relembrar a “anatomia” de uma sapatilha

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(fonte)

Enfim…

Dicas da Karhryn Morgan (e meus comentários entre parênteses):

1. (0:17) A sapatilha deve servir perfeitamente.

Mesmo se você usa pontas há anos, ou se começou agora, tenha em mente que o que importa é como elas ficam no seus pés, como você se sente nelas e se elas servem perfeitamente.

2. (0:43) Ajuda profissional.

(Okayy, nem todas moramos num grande centro com uma grande loja de dança, que possivelmente terá alguém habilitado, MASS, se for possível,) procure esse profissional. Tire um dia pra fazer isso. Vá a uma loja, experimente todos os modelos que puder, e todas as marcas disponíveis. Não fixe sua mente numa marca só (nem deixe o vendedor tentar te empurrar uma), pode haver uma marca/modelo que você nunca ouviu falar e é a ideal pra você.

3. (1:23) Dureza da palmilha.

Pés arqueados precisam de palmilhas duras. Dito isso, as Grishko e as Capezio são mais duras. Se você tem problemas pra subir nas pontas, as Freed são mais moles, principalmente na caixa (a Kathryn fala no vídeo que ela não é super conhecedora de todas as marcas, então ela fala das experiências dela). Entretanto, há uma Freed, usada ppr profissionais, que é mais dura na caixa, a Freed Wing Block. Elas ficam muito duras (a própria Kathryn tev dificuldades) A dica aqui é que dá pra adicionar cola à caixa e deixá-la mais durinha 😉

4. (2:45) Altura da gáspea.

Se você tem dedos curtos e as pontas têm gáspea comprida, ela vai pegar no arco do pé e te impedir de subir. É simples: dedos curtos, gáspea curta; dedos compridos, gáspea comprida. Geralmente, as marcas russas e europeias têm gáspeas mais compridas.

5. (3:37) Tamanho da palmilha.

A palmilha tem que terminar no meio do calcanhar, e não no fim do pé. Assim:

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(Aos 4:16)

Se a sua está maior que o devido, você pode cortar um pedacinho da palmilha e depois proteger com fita,  ou tecido, pra não machucar seu pé. Algumas marcas fazem pontas com palmilhas menores (a Mushilan da Capézio tem!)

6. (5:03) Largura da caixa.

Os dedos devem ficar justos na caixa das pontas, mas não apertados. Os dedos não devem ae sobrepor! Verifique isso ao pisar com o pé plano, eles devem ficar justos (experimente com a ponteira, se você usa uma. faz muita diferença). As pessoas falam que é mais bonito um pé longo e fino, mas talvez você precise de uma sapatilha mais curta e larga, então…  ¯\_(ツ)_/¯

7. (5:40) Costura das fitas.

A altura da costura da fita (assim como a gáspea) influência na dificuldade em subir nas pontas. Se as fitas forem costuradas muito abaixo, vão cruzar no meio do arco e, além de ficar esquisito, vão te puxar pra trás e te impedir de subir. A Kathryn gosta de costurar as fitas um pouco atrás da costura lateral. Ela conselha a experimentar antes da costura mesmo com alfinetes de segurança, pra achar a melhor posição das fitas pra você.

8. (7:15) Sapatilha pequena.

Se o tamanho da sapatilha tá um tiquinho pequena, e fica saindo no calcanhar, dá pra cortar o tecido de dentro da sapatilha – da costura lateral ao calcanhar. Assim:

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(aos 7:36)

Aumenta um pouco o tamanho, deixando mais espaço pros pezitos. Pra uma emergência, é uma super dica (acho que pra quem tem pés de tamanhos diferentes também).

9. (8:12) Elástico e fitas.

Ela prefere elastico invisível  (aquele todo furadinho), e indica os da Bloch e Gaynor, tanto pro visual ficar mais bonito, tanto ficar menos bagunça no seu pé  (ele é mais fino e embola menos, eu também prefiro). Já as fitas, ela usa fitas com stretch da Bloch. Fitas apertadas demais dificultam o uso das pontas e prejudicam o tendão de aquiles. A marca Bunheads tem fitas com uma parte em elástico para o tendão  (acho que a Gaynor também).

Ela termina o vídeo reforçando que experimentar tudo, todas as marcas e modelos, até achar a perfeita (ou o mais próximo disso, hehe).

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Ah, também há este vídeo, onde ela ensina como costura as fitas, como passa cola na caixa etc. Esse vale mais a a ver do que ler uma descrição.

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Gostaram? Eu achei dicas bem legais, nunca vi algumas dessas. Compartilhem as dicas de vocês o/

Vamos falar de imagem corporal?

Tema pesado, né, mas eu quero falar mesmo assim, porque me toca.

Começando do começo, eu sempre fui magrinha. Desde criança, eu era alta e magra, e ouvi muita gracinha. Nada muito exagerado (e eu sei que tem gente que passa perrengue), mas também nada divertido. Só que, na puberdade, eu ganhei muito quadril – e só. Não desenvolvi muito mais corpo que isso. Daí, eu passei minha adolescência inteira e me achando muito desproporcional – na verdade, continuo achando -, e também incomodadíssima com a hipersexualização dos bumbuns. Não foi legal.

Quando eu entrei no ballet, e passei a fazer duas aulas por dia, todos os dias, eu ganhei uns músculos bem bacanas, e, pela primeira vez, gostei do meu corpo. Eu gosto desses músculos suaves que o ballet proporciona! até meu bumbum diminuiu um pouco, hehe. E meu peso, que sempre foi 60kg (distribuídos num corpo de 1,74cm), nessa época passou a ser dois quilos a menos. Só que não parecia tanto, porque eu tinha músculos também, que fazem volume mas não pesam como gordura.

Um tempo depois, acho que nas férias do ballet, eu emagreci mais dois quilos (ou seja, 56kg) e me senti horrível! Magra demais pra minha altura! Não gostei nem um poquinho. Só que eu tenho uma dificulade para engordar…  o máximo que pesei foi 61kg, quando eu fiquei quase um ano longe do ballet (foi na época que torci o pé). E adivinha? Me senti gorda.

Eu não estava gorda, longe disso. Mas eu estava minimamente diferente do corpo que eu me acostumei e aprendi a gostar… e isso me incomodou bastante. É muito ruim? Porque, às vezes, eu penso num futuro mais gordinho e não gosto nada nada. Não sei quanto peso hoje, mas, quando toco nas minhas gordurinhas bobas, eu me acho “gorda”. Não é no sentido total da palavra, mas é o desejo de que aquela carne não estivesse ali. Mas nem é muita, sabe?, e o pior é que eu sei que é besteira, mas é um incômodo que não passa.

Nós temos a consciência que essa coisa toda é mais profunda do que um se gostar ou não, no mundo do ballet. Há uma ideia de como o corpo de um bailarino deve ser e esse corpo é extremamente magro, e não exatamente com uma aparência saudável. Aliás, não só no que tange aos bailarinos, o padrão estético da sociedade é o mesmo: alto, magro.

Perigoso, perigosíssimo.

Esse tema deve ser tratado com muito cuidado, porque a busca por um corpo inacançável mexe com a saúde física E mental. Sim, estou falando de distúrbios alimentares

E

do meu enorme medo de desenvolver um.

Bailarinos são um grupo complicado. Ficamos muito tempo em frente a um espelho corrigindo nossas falhas; nos é jogado na cara um ideal de beleza por toda parte (professores, partners, espectadores, colegas apontando o dedo, inclusive nossa própria expectativa); a demanda física da atividade também é desgastante, enfim… E o pior: falar de distúrbios alimentares no ballet ainda é um tabu!

Ter consciência do que pode nos acontecer é importante. Eu me esforço, de verdade, pra aprender a amar meu corpo de novo, só que não é fácil. Creio que não é fácil para muitos de nós! Ainda me acho desproporcional, ainda acho gorduras onde provavelmente não tem, e ainda detesto as que sempre me incomodaram. E há o fato de eu comer pouco e me exercitar quase todos os dias.

E se eu emagrecer e continuar incomodada?

E sejamos sinceros, quantos de nós estamos gordos mesmo? Tô falando de sobrepeso, de gordura que te atrapalha a viver. Pouquíssimos, me atrevo dizer.

Esse post está sendo bem difícil de escrever, porque é muito fácil apontar para o que está acontecendo com o resto do mundo, mas é outro esqueminha pra apontar pra si mesma. Não, eu não creio que possua algum distúrbio alimentar; não deixo de comer e não penso se vou engordar ou não antes de comer alguma gostosura (e como com gosto!), mas creio que meu psicológico está um pouquinho afetado com essa estética que eu seu que é absurda, e, sinceramente, não sei qual é pior.

Olhem para si mesmos, caros colegas dançantes, e ponderem bem sobre seus corpos! Devemos ficar sempre atentos! É importantíssimo termos o corpo saudável para dançar, não dá pra desperdiçar o único que a gente tem! E é muito curioso quando, para nos convencer de algo que não somos realmente, o incentivo é sempre de fora; porém, para nos convencer de algo que somos, o incentivo deve vir de dentro. Mil pessoas podem falar algo positivo sobre você (o que você considera positivo), e, mesmo assim, ainda há a dúvida. Então, devemos aprender a amar, amar de verdade!, nossos corpos.

De dancinha pelada em frente ao espelho admirando nossa maravilhosidade em dancinha pelada em frente ao espelho admirando nossa maravilhosidade, chegamos lá (eu gosto muito de dançar essa aqui, se alguém está interessado nessa minha técnica, hahah).

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O site Cloud & Victory participou da Eating Disorders Awareness Week com uma série de posts sobre o café da manhã de bailarinos profissionais e a importância de comer bem.

E a Cássia já falou sobre esse assunto no blog dela, sendo os meus preferidos “Existe um tipo físico ideal?“, “‘Você tem de emagrecer’” e “Eat Right. Respect your body. Dance Forever.” Recomendo!

Creio que o post já está muito grande, mas queria finalizar com uma reflexão que vi não lembro onde, mas mudou minha perspectiva (por enquanto, só em relação aos outros, não a mim): quando alguém reclama que está gordo, nós prontamente tentamos agradar, ou mesmo afugentar tal pensamento, e dizemos “você não está gordo(a), está lindo(a)”. Opa, peraí! Não tem como ser gordo e lindo? Algo errado não está certo. Pra refletir, não é mesmo?

o que há de novo

Alou! mais de mês sem postagens novas! Pior que, agora, eu tenho tempo.. não tenho é assunto mesmo.

Minto, tenho um no gatilho, mas preciso revisar. Portanto, pequenas atualizações:

Vocês sabiam que eu graduei em Design no fim do ano passado? Pois sim! E agora, depois de estudar por 16 anos ininterruptos, sinto falta de ter o que fazer. Sendo assim, procuro o máximo de atividades diferentes e estimulantes possíveis para fazer. Uma dessas atividades é estudar um tico de cinesiologia, e talvez algo seja útil aqui pro blog o/

Outra: não faço mais aulas de ballet (essa ida e volta tão cíclica já tá chata pra relatar aqui, hahah) por motivos de logística e de dinheiro mesmo. Porém, continuo me exercitando em casa. Faço essa aula da Kathryn Morgan, que é puxadinha. A varanda aqui de casa serve bem, é espaçosa e tem uma muretinha na altura ideal. Uma vez só fiz esse centro, só que, como piso de cimento não é adequado, senti muitas dores no dia seguinte e resolvi que, se fizer de novo, pulo a parte dos saltos (é importante frisar que eu não recomendo quem é iniciante meeesmo, principalemente quem nunca fez aulas, praticar sozinho em casa, porque pode desenvolver um monte de vícios, ou até mesmo se lesionar por falta de instrução).

Cortei o cabelo! Hahah, isso não é nada importante pra vocês, mas é que eu fiquei sem mais nada pra contar e aumentar o post. Desculpa!

Enfim, galero, espero que agora eu engate nos escritos e vá com tudo! Sugiram, por favor, temas pra discussão. Pode ser um tema polêmico, inclusive quero 😉 Hehe

Shall we dance?

Enquanto outro post com significância não sai, bora ver minhas danças favoritas em filmes/musicais

Shall we dance?, de O rei e eu

 

The Laendler, de A noviça rebelde

 

Good Morning, de Cantando na chuva

 

=) Vocês também gostam? Quais são seus favoritos?

 

Cheek to Cheek, de O picolino

 

Os pedestais e o respeito

Olá, minhas gentes. Post de hoje não é bonitinho não.

É muito incoerente quando a pessoa diz que a dança é pra todos, “todo mundo pode dançar, faz bem pra alma e pro corpo”, mas coloca mil obstáculos quando o mundo coloca o pé na sala de aula. não é?

A gente sabe que ballet é elitista, sempre foi… mas não quer dizer que ainda tem que ser.

O respeito que se cobra pela dança é algo meio assustador, pelo menos pra mim. Colocando tantas obrigações, tantas regras, imposições, disciplina, etiqueta e etc, limita-se imensamente a entrada de pessoas na dança. E onde fica aquele discurso de “todo mundo pode dançar”?

Parece que, ao colocar a dança num pedestal, com status de divindade maravilhosa demais para esse mundo, esquecemos que os praticantes são humanos de mil jeitos. Esquece-se totalmente que as pessoas enfrentam obstáculos diferentes, tem objetivos diferentes, tem o dia a dia diferente e condições diferentes!

Claro, você pode dançar… se tiver como manter o uniforme impecável. se seu coque estiver perfeito. se você não questionar seu professor. se você não faltar às aulas e manter o silêncio enquanto estiver nela. lembre-se: a dança é muito maior que você. se você for um perfeito robô, ela talvez te acolha.

Não dá pra mim. Fica a impressão de que se quer tirar tudo de humano e imperfeito de uma das coisas mais humanas que existe!

Também não quero confundir as coisas, pera lá: dá pra ter respeito e disciplina sem esse rigor todo. dá sim! Uma coisa é você rir quando cai da pirueta, outra é conversar quando o professor está falando. Uma coisa é um rasgo na meia, que não fere ninguém (apesar de feio, hehe), outra é desrespeito com o uniforme da escola – se tiver -, ou roupas que não são adequadas. Uma coisa é você chegar atrasado por algum motivo grande, outra é fazer corpo mole.

Claro que a gente tem que respeitar a dança e quem tem a vida voltada para ela, mas pedestal já é demais!

Falo tudo isso porque fiquei sabendo de um caso, que aconteceu num curso/workshop/oficina (não sei direito o nome disso, mas coisa de uma semana) com uma professora muito prestigiada. Ela mandou a moça sair da sala porque a sapatilha dela estava somente amarrada, e não costurada, e fez o discurso do respeito. Eu achei absurdo! Que tipo de entidade é essa que não perdoa nada? Será a dança mesmo, ou a soberba das pessoas dentro dela?

Por isso e outros que a gente tem fama de metidos, hehe.

Eu não entendo como, numa escola não-profissionalizante, é cobrada tanta disciplina para alunos que estão ali por prazer. Vocês não me conhecem muito, mas eu tenho mil hobbies. Acontece que eu fico totalmente obcecada por eles por alguns meses; então, vou desapegando aos poucos, até largar de vez. Não que eu domine tudo, longe disso. Mas é que após um tempo de dedicação, minha cobrança para comigo mesma é maior. Aí eu perco o prazer da atividade.

Sei lá que curva loca na vida foi essa que eu não enjoei do ballet. Mas uma coisa é certa: não me cobro tanto assim a ponto de perder o prazer. Não deixo de rir de uma falha minha, e espero nunca deixar.

Mas também tem outra coisa: nunca coloquei o ballet num pedestal. Amo de paixão, mas pedestal… já é demais.

°°°

eu faço esses textos com sangue quente e talvez fiquem meio confusos. mas é que se eu revisar, não publico, e o déficit de post aqui é mato.

 

Da vida

A ilustradora Alysa Scott fez uma série de gifs que relaciona dança e natureza. Eu morri nos amores! tava lá no meu tumblr, esqueci de trazer pra cá. Hoje, procurando imagens bacanas pro tema novo do blog (cês repararam, genten?), me deparei de novo com eles e AW TÃO FOFOS

ó só

Fogo

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Terra

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Água

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Espaço

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Vento

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Luz

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Não são foufos? Eu só queria uma coisa: saber os ballets que ela retratou! Alguém arrisca? hehe