Shall we dance?

Enquanto outro post com significância não sai, bora ver minhas danças favoritas em filmes/musicais

Shall we dance?, de O rei e eu

 

The Laendler, de A noviça rebelde

 

Good Morning, de Cantando na chuva

 

=) Vocês também gostam? Quais são seus favoritos?

 

Cheek to Cheek, de O picolino

 

Os pedestais e o respeito

Olá, minhas gentes. Post de hoje não é bonitinho não.

É muito incoerente quando a pessoa diz que a dança é pra todos, “todo mundo pode dançar, faz bem pra alma e pro corpo”, mas coloca mil obstáculos quando o mundo coloca o pé na sala de aula. não é?

A gente sabe que ballet é elitista, sempre foi… mas não quer dizer que ainda tem que ser.

O respeito que se cobra pela dança é algo meio assustador, pelo menos pra mim. Colocando tantas obrigações, tantas regras, imposições, disciplina, etiqueta e etc, limita-se imensamente a entrada de pessoas na dança. E onde fica aquele discurso de “todo mundo pode dançar”?

Parece que, ao colocar a dança num pedestal, com status de divindade maravilhosa demais para esse mundo, esquecemos que os praticantes são humanos de mil jeitos. Esquece-se totalmente que as pessoas enfrentam obstáculos diferentes, tem objetivos diferentes, tem o dia a dia diferente e condições diferentes!

Claro, você pode dançar… se tiver como manter o uniforme impecável. se seu coque estiver perfeito. se você não questionar seu professor. se você não faltar às aulas e manter o silêncio enquanto estiver nela. lembre-se: a dança é muito maior que você. se você for um perfeito robô, ela talvez te acolha.

Não dá pra mim. Fica a impressão de que se quer tirar tudo de humano e imperfeito de uma das coisas mais humanas que existe!

Também não quero confundir as coisas, pera lá: dá pra ter respeito e disciplina sem esse rigor todo. dá sim! Uma coisa é você rir quando cai da pirueta, outra é conversar quando o professor está falando. Uma coisa é um rasgo na meia, que não fere ninguém (apesar de feio, hehe), outra é desrespeito com o uniforme da escola – se tiver -, ou roupas que não são adequadas. Uma coisa é você chegar atrasado por algum motivo grande, outra é fazer corpo mole.

Claro que a gente tem que respeitar a dança e quem tem a vida voltada para ela, mas pedestal já é demais!

Falo tudo isso porque fiquei sabendo de um caso, que aconteceu num curso/workshop/oficina (não sei direito o nome disso, mas coisa de uma semana) com uma professora muito prestigiada. Ela mandou a moça sair da sala porque a sapatilha dela estava somente amarrada, e não costurada, e fez o discurso do respeito. Eu achei absurdo! Que tipo de entidade é essa que não perdoa nada? Será a dança mesmo, ou a soberba das pessoas dentro dela?

Por isso e outros que a gente tem fama de metidos, hehe.

Eu não entendo como, numa escola não-profissionalizante, é cobrada tanta disciplina para alunos que estão ali por prazer. Vocês não me conhecem muito, mas eu tenho mil hobbies. Acontece que eu fico totalmente obcecada por eles por alguns meses; então, vou desapegando aos poucos, até largar de vez. Não que eu domine tudo, longe disso. Mas é que após um tempo de dedicação, minha cobrança para comigo mesma é maior. Aí eu perco o prazer da atividade.

Sei lá que curva loca na vida foi essa que eu não enjoei do ballet. Mas uma coisa é certa: não me cobro tanto assim a ponto de perder o prazer. Não deixo de rir de uma falha minha, e espero nunca deixar.

Mas também tem outra coisa: nunca coloquei o ballet num pedestal. Amo de paixão, mas pedestal… já é demais.

°°°

eu faço esses textos com sangue quente e talvez fiquem meio confusos. mas é que se eu revisar, não publico, e o déficit de post aqui é mato.

 

Da vida

A ilustradora Alysa Scott fez uma série de gifs que relaciona dança e natureza. Eu morri nos amores! tava lá no meu tumblr, esqueci de trazer pra cá. Hoje, procurando imagens bacanas pro tema novo do blog (cês repararam, genten?), me deparei de novo com eles e AW TÃO FOFOS

ó só

Fogo

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Terra

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Água

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Espaço

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Vento

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Luz

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Não são foufos? Eu só queria uma coisa: saber os ballets que ela retratou! Alguém arrisca? hehe

♪♫ if you like pina… bausch

Acho que eu nunca postei aqui um dos meus amores.

(excluíram o vídeo completo. taí uma parte dele, e uma parte do solo da Marie-Agnès)

Gosto tanto, mas tanto! ouço a música o dia inteiro! Amo esse figurino (mesmo pensando que teria que ser outra cor pra mim); amo a parte do corpo de baile; amo a parte das solistas; amo a parte principal – a Marie-Agnès tá divina!-. Dá vontade de ser qualquer um nessa dança, até a cantora.

O que é louco, loko, é que eu não gosto de contemporâneo (peraí, pina é dança contemporânea ou moderna? pela data aqui que eu vi, presumo que é contemporânea. anyway). Sempre tive problemas com esse estilo de dança. Vai ver era a qualidade que falta nas produções que vi. Era tudo tão do mesmo, umas expressões vazias de significado, e uns nomes muito piegas. haha.

Não sei, talvez um dia eu saiba apreciá-los. Enquanto isso, eu fico com a pina col.. ah, quer dizer, com a Pina Bausch mesmo.

Sal

Tenho pensado nesse assunto há um tempo, mas não sei se tá maduro pra virar post. Vou escrever mesmo assim, daí a gente discute e amadurece isso, pode ser?

Bem, ballet é sobre contar histórias. Pra isso, usa-se o corpo, o rosto, os movimentos. Ninguém fala nada.

Há os personagens. Cada um tem sua história dentro da história, cada um tem uma personalidade.

Há também os bailarinos. Cada um tem seu estilo e suas características.

Juntando isso tudo, a gente tem a encenação. Esse conjunto tem que estar bem afinadinho pra plateia ter noção do que está acontecendo.

Daí eu me pergunto: o quanto do estilo/característica do bailarino que representa X personagem ~pode~ afetar tal personagem?

Por exemplo, se Gisele é do interiô, inocente, e tem problemas de coração – e isso é importante pra história – não interessa o quão virtuose é a bailarina… ela não tem que se portar como tal?

É uma pergunta mesmo.

Não dá pra sair colocando qualquer tempero em qualquer personagem.

Eu acho.

Não tenho certeza.

Masss, o bailarino também tem ~direito~ de se expressar no personagem, non? Também não acho que seja possível se anular totalmente. A encenação só vai parecer real se houver realidade nela – as experiências do próprio bailarino.

Mas também não é todo tipo de carne que combina com determinado tempero.

Enfim, reflexões.