Suite en blanc

Meu poooooovo, tem mais de um mês que não escrevo nada aqui. ~shameonme~ Vou preparar alguma coisa, prometo.

Enquanto isso, vamo de vídeo! Eeee!

Escolhi Suite en Blanc, do Lifar, porque tô viciada nas músicas! Eu não vi esse ballet completo, só uns trechinhos que eu acho no youtubiu. Então vou juntar os que mais gosto aqui:

La Cigarrete, com a Agnès Letestu (perdi a graça na pessoa dela, mas dança bem pacaramba, né)

La Flute, com Daphné Gestin (<3 muito amora, gente!)

e Pas de Cinq, com a Mathilde Froustey (haja fôlego!)

Todos com a POB =D

Inté, pípou.

O cisne

Tava a toa, achei um piano online. YAY! já animei. Melhor ainda que tinha umas “partituras”, já que é tocado no teclado qwerty. Bem, vamos ao motivo do post: achei “O Cisne”, de Saint-Saëns.

*TODOS GRITA*

aqui o piano e a partitura. Achei que tava meio perdida, meio embolada, então tentei organizar e deixar mais fácil. Os hífens são pausas. – pausa curta, — pausa mais longa. Aqui a música pra escutar e se basear.

h G a f d o p–  a s

u– I o p a s d f G k

h G a f d o P– a S

I– O P a S d f G H J z

z k h f G h d– f G

l j g d f g s– d f

f p a s- d f G– f

f p a S- d f g– G

h G a f d o p– a s

u– I o p a s d f G k

k j f h G s f d o p- a o a

s d a f-

f G d h

Gymnopedie

Gymnopedie 1, de Satie, é uma música que mora no meu core. Tanto que já até tentei tocar, de ouvido mesmo, no tecladinho daqui, e quase consegui, haha. Amo de paixão. Estava assistindo a “Après-midi” e esse vídeo estava nas sugestões:

Achei liiiiindo! Os bailarinos são tão musicais e tão envolventes (não achei a palavra que queria, vai envolvente mesmo). Acabei de ver e já vim postar, haha. Na descrição diz que foi inspirada na beleza clássica grega. A pose final é linda! <3

°°°

p.s.:relationship goals.

°°°

ah, e Après-midi me linkou a um documentário sobre Margot Fonteyb e Rudolph Nureyev. Ainda não assisti. Está dividido em 10 partes aqui.

De dentro

Acho que o ballet e eu estaremos sempre juntos, mesmo com altos e baixos, saídas e desencontros.

serenade

°°°

Na Casa Cor do ano passado, havia um ambiente com uma projeção. Passei na frente, me vi. Dancei um trechinho da abertura de Serenade, cantarolando a música C=

Façade

Sabe quando você sabe que vai gostar da dança só de ver o figurino? ólia esse:

Vi no tumblr! Não é uma gracinha? Lógico que não fiquei satisfeita só com a foto e fui atrás de vídeo. Confirmei minhas suspeitas: é tão fofinho, vou morrer!

 

Tem uns vídeos mais antigos no youtube, de outras partes. Inclusive, uma música (Popular Song) que eu já usei em uma coreografia (depois falo disso). Sei que, ó, já quero! figurino, cenário, música, coreografia, tudo mesmo! embrulha, moça, que é pra viagem.

Nas férias

Primeira vez na vida, estou me disciplinando a fazer aulinhas de ballet aqui em casa. Yey! A varanda tem espaço, uma mureta na altura perfeita e um espelho grande em frente: tá praticamente me implorando. Como esse ano não pretendo voltar pro ballet (depois falamos), vou tentar continuar por muito tempo.

Depois da minha segunda lesão (oh, céus, nunca achei que fosse dizer isso um dia), só há pouco tempo me senti confortável pra fazer exercícios. O pé não tá lá essa brastemp ainda, mas não tô forçando muito. Ah!, minha panturrilha direita tava aquela coisa flácida e fina, e eu tô tão feliz que ela tá voltando a ficar durinha, óin. Tá quase igual a esquerda, hehe.

Não sei se já disse, mas me orgulho muito dos meus músculos-de-ballet.

Quem me ajudou a encontrar aulas na internébs foi a Cássia. Por enquanto, tô fazendo essa aqui, da Kathryn Morgan, que não é muito pesada. Reconheço as diferenças de método (ela é/era do NYCB, e eu fazia RAD), então só faço mesmo pelas sequências, não copio ;) Semana que vem, ou a outra (depende da confiança no pé), vou fazer algumas sequências – que eu lembrar – da minha antiga turma, que é mais avançada que o vídeo. Tomara que eu consiga, haha!

Então, vocês pequenos gafanhotos, não vão fazendo tudo xerox não. Aí volta pra aula com vícios e quero ver. Não indico pra quem nunca fez esses passos na vida, e sim pra quem já tem o conhecimento da técnica e não quer ficar parado, tá?

uma beja procês

sonhos de ballet

~sonho~ no literal, tá galere. aquele que a gente tem quando dorme.

Quase nenhum sonho de ballet meu é legal. Geralmente, eu sou extremamente flexível, o que fica muito estranho. Estranho tipo a minha perna vir tanto no arabesque, que encosta no meu ombro, pesa e cai pro outro lado. Ou piruetas, muitas piruetas. Infinitas piruetas, que não acabam nunca, e acontecem só com o movimento da cabeça. UI!

Não teria tanto problema se acontecessem só uma vez, mas se repetem muito! (caso pra psiquiatria? não sei, hehe). São agoniantes, não gosto. Fico torcendo pra acabar. Ah!, falando nisso, genten: vocês já tiveram sonho lúcido? loucura, né?

Enfim,

dia desses tive um sonho até legal. O começo não interessa, então pulo pra parte de ballet: não lembro como, nem por que, cheguei no pátio interno da minha escola de fundamental, vestindo um tutu – uma gracinha, por sinal.

Tinha um povinho sentado numas cadeiras. Saiu um menino de lá e fez um fouettézinho. Já entendi que ele tava chamando pro fight. “É desafio, é?” taquei-le pau seis fouettés e finalizei numa pirueta tripla.

*E a torcida vai à loucuuuuura*

Mas, meuDeus, pra quê?! Saíram das cadeiras Polina Semionova, Diana Vishneva e (eu acho) Natalia Osipova. Elas queriam entrar pro desafio. Aí eu enfiei o rabinho nas pernas, e não quis participar não, hahah. Muito sábia eu do sonho.

Do nada surgiu, brotou do chão, se materializou, a diva Sylvie Guillem pra brincadeira. Rapaz, só vi nenguin “com ela não”, “com a Sylvie Guillem é sacanagi”, HAHAHA! 3 froxa. Foi cada uma pra um cantinho, e eu só sabia rir.

Depois dissaí não lembro mais.

Sylvie rainha o resto nadinha

Quando tudo conspira…

No espetáculo desse ano, que foi sobre um filme da Barbie, eu faria uma das personagens principais da parte “teatral”, que não dança (porque eu sou a cara dela, óia). Até aí, ok.

Mas, quando foi decidido que eu dançaria a noiva russa (de O Lago dos Cisnes, sabe? 3º ato), eu já senti uma coisa pegando. Não sei ao certo, pode ser coisa da minha cabeça, mas eu senti um leve racismo por parte de uns. Não acho legal espalhar coisas que não são, mas… sei lá, eu senti.

Uma noiva russa morena assim? Sim, senhor.

A questão é que eu sou uma “intérprete” da história. E isso dá pra ser qualquer um. Não vou prolongar muito, mas é mais ou menos como reclamar de uma Odete morena, porque ela é de um conto alemão. Realmente importa a cor da pele dela, ou a dança e a expressividade, ou seja, contar a história?

E pra não me sentir desconfortável, fiz piada disso, como sempre faço.

Também tem outra coisa: eu não tava conseguindo fazer aulas. Ia numa aqui, outra acolá em outro mês. Aposto que gente já deve ter ficado putinha com isso. Eu até falei que entenderia se me tirassem o solo, mas falaram que se eu conseguisse ir uma vez por semana, eu poderia dançar sim. Ok!

Me esforcei, juro que esforcei, mas nem sempre conseguia ir. Só que foi muito frustrante, porque em nenhuma vez que fui, eu ensaiei. Nenhuminha. Galere, não considero ensaio só passar a dança, o que aconteceu umas duas ou três vezes com gente olhando, inclusive. De resto, ensaiei sozinha no meu cantinho.

Aí a insegurança foi lá para os tetos.

(A Cássinha, muito gentilmente, se ofereceu para me ajudar por vídeo, só que eu não consegui filmar por n motivos. Agradeço aqui de novo a ela, que tanto amo e admiro! ^^)

Mas ok também. Me viro. Sempre me viro, nisso não seria diferente.

No dia da apresentação, meu figurino ainda não tinha chegado. Ante à tanta coisa errada pra mim, o sentimento era que o figurino não ia dar certo também. Bem, pra ser honesta, meio deu. Chegou umas 3 horas antes da apresentação. A cor veio diferente do desenho (mas gente, é LINDOOOO), e o sapato de dança caráter que eu usaria não combinava. E mais: eu ia usar minha tão sonhada meia çalça tonalizada!, só que agora não ia ficar legal. Tive que arrumar às pressas meia calça e sapatilhas rosas. Deu erro também, que a meia calça veio M, com perigo de rasgar no meio da dança, mas, graças a Deus, não rasgou. ufa!

E da outra personagem, ninguém se preocupou com ela. Eu não tinha figurino, não tinha acessórios, não tinha nada. Dancei com uma roupa minha e um óculos de fantasia que arranjei com uma amiga. Me virei, né?!

Tá sentindo aqui comigo? Parece que o mundo tava dizendo “cyndi, sua fofa, você não vai dançar hoje”.

Resolvi tudo, ok também.

O forninho caiu mesmo depois. Começado o espetáculo, eu ficaria muito tempo no palco, “atuando”. Como disse, eu era uma das principais, só fazia menos que a própria Barbie. Certa hora do teatro, logo no começo, a gente descia uma escada lateral do palco e ia para o nível da plateia. Só que isso foi mudado de última hora. Tava muito escuro, eu não conseguia enxergar onde eu tava pisando e de repente, sinto uma dor quente e horrível no pé direito. Virei.  O-oh! é o mesmo pé da minha lesão anterior. Na hora, senti uma bola no calcanhar, e não dava pra pisar direito.

NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO!

Eu tinha que continuar a peça, não interessa a dor que estava sentindo. Ainda mais agora, que estava perto do público, não podia demonstrar nada. Engoli a dor e fui.

Sabe o que é pior?

Ainda não era hora da noiva russa.

Não tava nem perto.

Desesperei.

Tinha muita coisa ainda pra acontecer. Eu fiz tudo. A adrenalina ajudou, e eu detesto que as coisas fiquem sem sentido, então me esforcei ao máximo para fazer tudo o que a história pedia, pras pessoas não ficarem perdidas. Só que, com isso, eu só piorava minha situação. Na hora de me trocar, eu mal aguentava pisar, já estava mancando. Me troquei e fui ajudar as crianças que dançavam antes de mim. Uma dança antes da minha, comecei a chorar.

Eu não tava conseguindo subir na meia ponta. Meu tornozelo estava inchadíssimo.

Fui pra um cantinho, parei (pra não borrar minha maquiagem) e comecei a pensar na injustiça. Poxa, gente, vocês não sabem o quanto eu corri pra dar tudo certo para os outros, e deu errado pra mim.

Poxa, vida, o espetáculo passado eu não dancei por ter machucado esse mesmo pé.

Poxa, mundo, diante de tudo que eu tive que resolver, você me derruba justamente agora? QUE INJUSTIÇA!

Destino, sai pra lá. Eu mereço esse momento. Mereço SIM!

Não sei como, dancei. E que eu me lembre, só não segurei a meia ponta duas vezes, mas consegui. Tudo meia ponta baixa, claro, mas era o máximo que dava. Sorte minha que a dança usa muito mais os braços que as pernas.

E quando eu entrei no palco, realmente senti a música e dancei como nunca antes. Pode ser clichê o que disse, mas foi exatamente isso. Tanto que não fiquei brava por ter errado uma coisinha ou outra.

Voltei na correria para voltar à outra personagem. Agora, na história, ela tinha que fazer piruetas. Muitas! Mas meu pé estava num estado que não dava mais pra esticar. O que eu faria? Pensei em soluções, mas tinha que ser pirueta, porque falariam que eu faria as benditas cujas. E fiz. As mais cagadas da minha vida. Isso acabou de vez com meu pé.

No final, eu tinha praticamente uma bola de tênis no meu tornozelo.

Acabando o grand finale – que foi emocionante, povo. agradeci sozinha lá na frente (como a personagem teatral), e me senti tão feliz quando fui aplaudida! -, peguei minhas coisas do camarim e fui procurar meus pais. Não tirei foto com ninguém, perdi todo aquele climão bom de fim de espetáculo, eu já não aguentava mais.

Fomos pro hospital. O ortopedista disse que quase quebrei o pé, e tive que colocar uma tala até o joelho. Tenho que ficar dez dias sem andar, e tomando antibiótico.

Lá mesmo, no hospital, eu desabei. Chorei muito mesmo. O meu primeiro – e provavelmente último – solo de verdade, minha primeira participação importante, tudo estragado por causa de uma escada. Quando eu finalmente podia ter sido plena e me sentido leve, estava sentindo uma dor horrível, estava pesada e preocupada.

Não era essa a lembrança que eu queria.

Me senti tão sozinha. Sensação que nada dá certo pra mim. É egoísmo pedir que isso aconteça uma vez? que eu tenha a minha hora?

Mas, destino, chega aqui: quero ver agora você chegar na minha cara e dizer que eu não posso fazer alguma coisa. Terça provei para mim mesma que eu posso fazer tudo o que quiser.

Uma coisa é certa: ballet ensina que a gente aguenta mais do que imagina.

ººº

desculpa, gente. fim de ano a gente espera um post mó legal sobre a nossa apresentação, com detalhes, fotos, felicidades, mas esse ano não deu.

ººº

fica pro post que vem. Foto do figurino, vídeo e o que mais tiver. =)

Um nó na cabeça da bailarina – desnodação

No post “Um nó na cabeça da bailarina“, eu fiquei às voltas, às loucuras, às cucuias pra entender este gif:

porque, uma hora, a perna esquerda é a perna de base e a direita de trabalho. A moça gira e sei lá o quê, a perna direita tá de base! Comohein?

Na época, nem me passou pela cabeça esmiuçar o gif, e eu desisti de entender. Mas, dia desses, a visualização do blog subiu bastante, e eu fui verificar os posts que as pessoas clicaram. Lá estava esse post bendito! Minha curiosidade floresceu outra vez.

Então, emiucei.

Como vocês devem saber, um gif é feito de várias imagens que são passadas em sequência, e repetem sem parar (e a parte do fim que gruda no começo diz-se looping – acredito eu -). Esse gif tem 20 quadros. A primeira e a última imagens da sequência são estas:

alfa e omega

A de cima (a primeira) é a perna direita, e a de baixo (a última) é a esquerda. No meio termo disso, há o giro e os frappés (é frappé, gente?). Então, no giro, ela troca sim de perna. Acontece que a pessoa que fez o gif colocou o looping exatamente na troca das pernas. Como tá girando, e tá rápido, e um giro é en dehors e o outro é en dedans (ou seja, o sentido do giro em relação a barra é o mesmo), a gente não percebe que o pé direito virou o esquerdo.

Tá complicado ainda? Vou colocar mais aqui e vejam se dá:

alfa e omega - 2

Viram? as três primeiras e as três últimas.

Agora, vamos entender os movimentos: base direita, passé esquerda; desce a esquerda atrás; agora, base esquerda e petit battements (rá! não era frappé!) direita; desce a direita na frente; puxa retiré direita e… pá! looping!, que volta pra primeira – base direita e passé esquerda.

TCHARAM!

Quer ver mais? vou inverter a ordem, e colocar o looping no meio:

alfa e omega - 3

Agora sim, né? Do quadro 20 pro 1º, dá pra ver bem que troca. Dava pra ver antes também, mas eu nunca acho que tá bem explicado.

Mais um caso resolvido pelo Detetive Virt… Ops!

°°°

Tô me sentindo muito inteligente, mas não foi nada demais. Tá ótimo pro meu cérebro às duas da manhã.

°°°

Eu tô o tempo todo falando “looping” aqui, e há 90% de chances de estar errado, hahaha