Jewels

Hoje é a estreia de um evento maravilhoso no Lincoln Center: três cias. de ballet vão dançar Jewels, de Balanchine, em comemoração ao aniversário de 50 anos da estreia do ballet. São elas o Paris Ballet, o New York City Ballet e o Bolshoi. O Paris vai dançar a parte de Esmeraldas, e o NYCB e o Bolshoi vão alternar a parte de Rubis e Diamantes.

Cês têm noção de como isso é magnífico, né?! Além de serem 3 cias incríveis, também são as três cias em que Balanchine se “inspirou” ou “dedicou” o ballet: a pureza do ballet francês ficou com as esmeraldas; o dinamismo do ballet americano ficou com os rubis; a elegância do ballet russo ficou com os diamantes. EXATAMENTE COMO VAI SER APRESENTADO HOJE!

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Creio que Balanchine teria um troço, haha. Eu soltei uma lagriminha quando fiquei sabendo (ah, obrigada por me lembrar, Sarita!).

Eu, na primeira vez que assisti ao ballet, achava que era uma “representação” das grandes eras do ballet – o romantismo, a era clássica e o neo-clássico de Balanchine.

Alguém me teletransporta pra Nova Iorque!! Pago uma coxinha!

Minhas sapatilhas e suas histórias – Partner Student

Olha só pra mim, continuando uma série depois de anos!

Pra quem não lembra (ou não estava aqui), eu comecei a contar sobre as minhas experiências com sapatilhas. Não foi/é nem um pouco fácil pra mim, como imagino que não seja pra muita gente. Meu pé quase não curva (não atinge a linha ideal, não tenho força), eu torci o tornozelo direito duas vezes – então ele é bem mais fraco que o esquerdo – e, pra completar, tenho um problema no joelho.

Li diversos artigos sobre sapatilhas pra tentar acertar. Enfim. Não acertei ainda, mas #fff. Esses artigos basicamente dizem que: pé forte, palmilha resistente; pé fraco, palmilha mole; pesada, palmilha dura. COMOFAS se eu tenho pé fraco e sou pesada?

Os profs disseram: palmilha mole. Fui. Era a Grisi, primeiro post da série. Não deu certo. Tentei uma mais dura, a Partner 180. Também não deu certo, segundo post.

E então, voltei pro team mole: Partner Student. Terceiro post, hehe.

Pensa numa delicinha! Amey amei. Ficava uma graça no meu pé, e eu conseguia fazer piqués numa boa (o que era o maior problema da P. 180). Eu tinha força suficiente pra forçar a caixa em ponta, massss….. eu não sentia firmeza nela. Claro. Partners Students não são feitas pra mocinhas grandonas. É o tipo de sapatilha degrau, acho. Você (eu, no caso) vai quebrar muitas dessa em pouco tempo até fortalecer os pés/tornozelos o suficiente pra usar outra, mais dura.

Mas lá estava eu, linda, me equilibrando como podia, tentando fazer a coreografia toda (era a valsa das flores, sete minutos de sofrência). Eventualmente, eu conseguia. Momentos felizes.

Até o CATAPLOFT

Caí e torci o tornozelo (essa foi a primeira vez). Daí foi morro abaixo, né. Parei de fazer aulas por umas semanas, voltei pra descobrir que estava fora da valsa, não poderia usar ponta por uns meses e fiquei putona. Saí do ballet, voltei quase 1 ano depois.

¯\_(ツ)_/¯

Triste fim da Partner Quaresma.

Pra finalizar: creio que, se continuasse a usá-la, ia me ajudar bastante. Eu sei disso hoje, mas, na época, eu não achava isso. Achava que ia quebrar rápido e nisso, partiria pra outra mais dura (ah, que novela!) Foi isso mesmo que aconteceu,  mas não foi mea culpa total. Explico no próximo post que, pela progressão aritmética deve sair em 2107

°°°

Usei a Partner Student pra tirar fotos de estúdio do último espetáculo que participei, ó só

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Né fofis? Dá um desconto que eu tava sem aulas e recém recuperada da segunda vez que torci o tornozelo  (não aguento mais falar disso!!!! Já deu de torção vlw fw)

 

 

Menina, senta

Pessoas leitoras desse blog, estou eufórica!

Depois de muuito sacrifíco, finalmente fui à Inglaterra. Amei a experiência! Que país lindo! Que pessoas gentis!! E o clima tava até bem de boa, viu, e olha que eu sou friorenta.

Cheguei hoje e tô numa deprê total. Hehe

Mas o que eu realmente quero contar é:

TCHARAN

Eu fui assistir ao Royal Ballet!!!!!!!!!

Que loucura, menina! A região é lindíssima, cheia de lojinhas fofas. O Royal Opera House também é lindo, mas não dava pra ver muito de fora – estão construindo alguma coisa e colocaram um muro de proteção. Mas por dentro… por dentro! Que lugar!

Lindo é pouco!!

Meu ingresso era lá no topo, digamos… na parte médio-baixo do topo. 21 libras, achei o preço bom. Também achei que seria um lugar meio ruim de assistir, mas não é tanto assim. Dava pra ver tudinho, eu não tinha visão da coxia, os bailarinos não ficaram minúsculos, hehe. Se você é familiar coma silhueta, dá pra reconhecer tranquilo quem é quem.

Falando nisso, eu vi uns dos meus preferidos: Marcelino Sambé (que saltos! Socorro), Francesca Hayward (a coisa mais fofa), Lauren Cuthbertson (maravilhosa) e ZENAIDA YANOWSKI! Que mulher estupenda!

Chorei, gente! Chorei mesmo. Realizei um dos meus sonhos!! Parecia bom demais pra ser verdade!

Os ballets apresentados foram “The Vertiginous Thrill of Exactitude”, de Forysthe (com Marcelino, Francesca), “Tarantella”, de Balanchine, “Strapless”, de Wheeldon (com Lauren), e “Symphonic Dances”, de Scarlett (com Zenaida e Mayara Magri) – meu favorito da noite!

A gente não podia tirar foto nem filmar as apresentações, claro. Então, só fotos do lugar mesmo. Chega mais:

Aspiration Bridge, entre a Royal (dir.) E a Royal School

Boo muro de proteção

Visão do meu assento. Dava pra ver a orquestra também. Não vou mentir, em alguns momentos, eu só olhava pra lá, heheh

Tô apaixonada, gente! Uma noite que não vou esquecer tão cedo!

❤❤❤❤

Muito barulho por nada

Vocês já ouviram falar em ouvido absoluto?

Tá bem explicadinho no doc “Escuta só: Ouvido Absoluto” (um doc muito bem feitinho, viu, e ainda tocam Serenade lá no meio <3). Tem quase 30 minutos e eu não espero que vocês vejam tudo, mas eu vou dar uma explicadinha/resumidinha aqui. Grosso modo, é uma condição que faz com que a pessoa, sempre que escuta um som, saiba a nota musical correspondente. Como se, num canto de passarinho, ela percebesse o lá, mi, mi, sol, dó. Ainda é discutido se se nasce com ouvido absoluto, ou se com um fator que facilita tal condição, ou se é treino. MASS, com intenso trabalho musical, você pode desenvolver ouvido relativo, que é o que identifica o som com alguma referência anterior.

Pareceu incrível no começo, mas as pessoas que possuem essa característica apontaram uns lados ruins disso. A professora de percepção musical Aída Machado diz que seus alunos que tem ouvido absoluto “têm uma dificuldade de ouvir um acorde, de ouvir a beleza dos acordes” (acorde é quando se toca mais de uma nota por vez); o violista Levi Fernando diz que sente dificuldade em apreciar uma música, porque ele tá sempre ouvindo “nota, nota, nota… e isso cansa”, hehe.

Bem, esse não é esse exatamente o assunto do post, mas é um modo de ilustrar o que eu quero dizer hoje. Peraí que a gente chega lá!

Dia desses, eu conversei com um amigo sobre o tempo que nós estudávamos violino, e da saudade, etc etc. Ele falou que viu um moço tocando violino no ônibus; o pessoal lá dentro achou lindo, mas ele, que tem um conhecimento bom de música e do instrumento, disse que tava bem ruinzinho (mas geeeente, como que fica bom dentro de um ônibus também, né? achei coragem). Enfim. Notei que, depois que nós adquirimos esse conhecimento, é bem difícil se contentar com pouco.

Isso me fez lembrar outra conversa, dessa vez com a fadinha. Ela havia assistido um ballet e me contou como não dá pra ficar neutra assistindo uma coisa que conhecemos tão bem. “tal pé está torto, esse salto não foi muito elegante, três giros cravados!” são pensamentos que correm durante toda a apresentação. Eu também faço isso… como muitos também fazem, aposto!

Vocês percebem o que eu quero dizer? Como quem tem ouvido absoluto e só ouve “nota, nota nota”, nós, que temos conhecimento, só vemos “técnica, técnica, técnica”! Perdemos um pouco da graça de sentar, relaxar e apreciar o espetáculo. É bem mais fácil nos frustrarmos porque nosso padrão é mais alto do que o da plateia comum. E quem quer sair do teatro achando tudo meia-boca? Imagina só, você não vai ver uma cena dessas e achar bom, nem agradável, nem emocionante.

Mas sabe quem provavelmente vai? o público leigo. Assim como o pessoal do ônibus achou linda a apresentação do moço.

Chegamos no tema do post. Ufa.

Sabe quando nossos pais/parentes/amigos nos veem dançando, ou mesmo fazendo um exercício, e acham tudo maravilhoso, e nós soltamos um “claro que não! tá tudo torto/errado/frouxo/outro defeito”? O que estamos fazendo, gente? Querendo tirar a graça deles também?

Então, como não enxergar só técnica? Como voltar a ficar encantada com a história (mesmo que você já a tenha assistido milhares de vezes)? Acho que seria a mesma coisa de perguntar como desligar o ouvido absoluto.

Tentando ser “inocente” de no, ao invés de olhar para os pés, coisa que faço desde que comecei a dançar, eu foco na expressão facial, nas trocas de olhares entre os bailarinos, nos braços e nos – tcharam – bailarinos do fundo. Quando a encenação é boa, eles são a melhor coisa pra sentiro clima. Quer ver? Assista à cena da loucura de Giselle e olhe só pros camponeses.

O problema é que conhecimento sempre nos deixa mais críticos… Acredito  é um exercício diário: tirar o monóculo, descer da sua cátedra, ouvir a música, apreciar o esforço da pessoa, se deixar envolver, perceber que as falhas fazem parte da vida e da dança – inclusive das suas -, correr pro abraço.

Um post meio doidinho só pra dizer: relaxa, fia.

Anatomy of a dance, NYCB

O canal do New York City Ballet fez uma série de vídeos intitulada “anatomia de uma dança”, que são trechos de ballet comentados pelos bailarinos. É superbacana! Eles falam do que é difícil ou fácil, de como eles trabalharam pra fazer tal passo, ou o que os inspirou etc.

O que eu mais gostei, dos que vi, foram dois do pas de deux do terceiro ato de A Bela Adormecida, um com comentários da bailarina, Tiler Peck, e o outro do mesmo trecho com comentários do bailarino, Tyler Angle (engraçado, né? Nome unisex… hehe). Uma aulinha de pas se deux!

Como eles falam inglês, fiz o meu melhooooor pra ~traduzir~ pra vocês. Perdoem qualquer coisa. E quem notar algum errinho, avisa nos comentários 😉

Ah, também é legal assistir ao pas com a atenção voltada a quem está falando e imaginar que essa voz está na cabeça deles, hehe.

0:01 Meu nome é Tiler Peck e eu estou dançando o papel de Aurora, em A Bela Adormecida. Eu acho que A Bela Adormecida é, de longe, o papel mais difícil para a bailrina no repertório [creio que ela se referiu ao repertório da companhia]. Ele me assusta e me anima toda vez. (~essa parte eu nao entendi bem)

0:20 No pas de deux do casamento é a primeira vez que me sinto confortável e “em casa” e “graças a Deus sobrevivi até aqui”! Eu relaxo e só aproveito dançar com o Tyler [Angle].

0:37 Essa pirueta é, na verdade, mais difícil do que parece. Quero dizer, tudo [os passos] é fácil, mas por causa da direção que você vai no penché.., assim, não muita gente pode fazer isso com uma mão.

0:58 Com o tutu é bem difícil pra o partner ver suas pernas e saber onde está seu equilíbrio. Isso é uma habilidade que o Tyler tem, ele tem um senso natural pra isso.

1:16 Essa sequência é bem fácil. Você só tem que aproveitar o momento, e ficar no ar, e tentar pensar no seu port de bras.

1:31 E então, as famosas pescadas. Você realmente tem que descobrir com seu partner [acho que ela disse] se isso vai parecer ousado e emocionante mas, ao mesmo tempo, tem um controle que vocês tem que [hm..] ~lacrar.

1:48 Honestamente, é meio doido, na pirueta, ele tem que me pegar já caindo pra frente, e eu não sei como acontece, mas acontece de algum jeito!

1:59 Essa é a última [pescada] e é quando você tá pensando “graças a Deus as duas primeiras foram bem, só falta uma”! Meio que faz seu coração feliz, especialmente quando todas vão bem!

0:01 Meu nome é Tyler Angle e aqui eu estou dançando o pas de deux do casamento de A Bela Adormecida. Eu sou o príncipe Désire e minha Aurora é a Tiler Peck.

0:12 Esse é um ballet meio estressante, porque é muito rígido [ele quis dizer, aqui, muito coisa ~de corte, sabe? Gente de castelo e nobreza e tudo o mais], é sobre executar apropriadamente os passos. É um trabalho bem tradicional, e você percebe isso em muitos movimentos, é bem evidente que isso [a história] aconteceu num ambiente de corte.

0:35 Aqui é um movimento meio complicado no pas de deux. Ela dá dois passos pra pirueta, grand rond de jambe indo pra um penché, e faz tão bem!, ela sabe exatamente onde seu peso deve ficar, assim eu consigo fazer os dois promenades com uma mão.

0:54 Num ballet tão icônico, onde tantas pessoas dançaram por tantos anos, é interessante achar onde nossa individualidade aparece.

1:03 Aqui, por exemplo, você vê que a Tiler, ao invés de parar abruptamente o braço no fim da pirueta , meio que para o braço e continua crescendo com a mão.

1:15 Esses levantamentos não são difíceis, quero dizer, há alguns detalhes técnicos, como você tem que levantar a bailarina na sua frente, então ela não fica diretamente no seu peito, mas a jaqueta é tão, tão pesada! Não dá pra notar daqui, mas ela é cheia de linhas de ouro e pedraria, o que faz os levantamentos ficarem mais difíceis.

1:36 E essa é a famosa diagonal das pescadas. Você tem que usar o momento que já existe no giro pra meio que não empurrar as pernas dela, então é basicamente uma pegada, e não um levantamento.

1:49 Eu tento fazer o passo em um movimento [(gente, reparem que ainda tem um dégage, socorr)], que assim a perna de baixo não balança debaixo dela e a perna de cima não mexe. A gente tenta não mexer aqui.

2:00 Eu acho que foi um processo bem legal, nós trabalhamos duro por muito tempo, então nós fomos capazes de chegar a um ponto onde estávamos confortáveis e gostar de nós mesmos no palco.

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Eu amei essa série! Acho que vou fazer outro post assim, mais tarde. 😊

Chá das quatro

Um teeempo atrás, fiz um post sobre o Pas de Quatre que eu 1. amo 2. gosto de imaginar o babado que foi na época 3. queria dançar tudo 4. partilho o sentimento com mais três amigas – unidas pela dança – de que nós deveríamos dançar juntas, cada uma já encaixadinha nos papéis.

Esse ballet foi criado em 1845, reunindo as maiores bailarinas do tempo: Marie Taglioni, Fanny Cerrito, Carlotta Grisi e Lucile Grahn (que foi chamada pra substituir uma recusa da maior rival das quatro, Fanny  Elssler).

(Todo mundo era meio rival, na verdade, oloko)

Nessa época, as bailarinas eram idolatradas. Imaginem a briga de egos! Imaginem o frisson da estreia! As coreografias foram criadas pra exibir o melhor de cada uma. Pra não ter briga, foram ordenadas por ordem de idade, da mais nova para a mais velha. O figurino é praticamente igual, só mudam as flores no cabelo, imagino que pra facilitar a identificação, e que a Taglioni usa joias.

Nesta versão, a bailarina não usa:

Esse vídeo está completinho, com as variações e a coda, mas eu também vou postar s variações separadas pra ficar mais fácil. Aqui, aqui e aqui outras filmagens, com bailarinas brilhantes de outras épocas.

Lucile Grahn

A bebê do grupo, prodígio. A variação é bem serelepe!, tem muito entrechat quatre e é muito vívida. Essa seria eu, a mais novínea das quatro.

Carlotta  Grisi

Gosto dessa variação, é uma delicadeza! E bem difícil também, hehe. Dizem que ela foi uma grande intérprete de Giselle e creio que essa variação é bem a cara da camponesa mesmo, alegre e doce!

Fanny Cerrito

Olha que dó de variação curtinha (mas gostosa) e ainda divide um comecinho com as outras. Mas ela devia ser muito musical e ter saltos lindos, porque a variação pede. Ah, ela foi muito reconhecida como coreógrafa também, uma proeza pra uma mulher daquele tempo!

Marie Taglioni

“Dona” da coisa toda. Não vou com a cara dela MAS o figu tá show de bola! Queria colarzinho de pérolas também. </3 É a variação que menos gosto, hehe. Como ela foi muito reconhecida pelo papel em La Sylphide, a variação parece uma extensão da atuação dela.

E então, pessoas, o que vocês acham que aconteceu? Será que teve muita intriguinha? Ciúmes? Eu, se fosse a Fanny, não ia gostar de ter um variação menor assim… porque será que só a Taglioni usa pérolas?

Sexta-feira no globo repórter

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Migues, as vidas delas foram muito agitadas, pelo visto. Os links nos nomes (todos em inglês) tem uns detalhes bem legais e eu tô é chocada.

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Cooontem qual seria a variação de vocês pra gente montar outros castings! Hahah

Vale você e três amigues de verdade, ou três bailarinas famosas, ou quem você queria que reunissem hoje.

Eu reuniria minhas bebês do Royal, hehe, não é novidade! ❤