o que tá con tesendo

certo. sei que não é muito recomendado usar pontas sem fazer aula, mas quando eu tô com saudade do ballet e meio tristinha, eu coloco e subo um pouquinho. só que eu notei que o pé esquerdo continua com o alinhamento certinho – na medida do possívo, hahah – e o direito… =/

tá que eu torci o pé duas vezes, né. tá fraco o coitado do tornozelo.

=/

20

WOW

comemoro o quinto aniversário aqui. E, esse ano, esqueci compleeetamente de preparar o post com antecedência, escolher meu presentinho e etc.

Por isso, hoje, vou me dar o ballet que é um dos amores da minha vida: SERENADE

Foi paixão ao primeiro clipe! <3 as saias, a música, a dança que se encaixa perfeitamente na música, tudo tudo tudo me enche de uma alegria calma linda!

Muito obrigada, queridas pessoas que leem esse bloguinho e me aturam, me aguentam nos post-revoltadinhos e nos que falam mais bobagem que tudo. Love vocês <3

Sobre mudanças de gostos

*não consegui pensar num título legal

 (tudo o que eu digo aqui não tem base nenhuma e se aplica somente a mim. se a você também, legal! a gente é bem parecido e quer dizer que eu não tô louca sozinha no mundo! yey)

Sabe… eu acho que gosto evolui. Refina.

Quando você sabe pouco, seu gosto é bem limitado, e é basicamente o que a maioria – que me desculpe, mas a maioria sabe pouco – gosta. Então, você passa a se informar, e percebe que o que você gostava antes não é tão sua cara assim… há coisas melhores. E você sai do comum, do geral.

No meu começo no ballet, era SÓ clássico. Só. A única forma boa do ballet. Moderno, contemporâneo? ugh. atacava a gastrite.

Também tinha a música. Minha ligação com a música sempre foi muito grande. Foi por causa da música clássica que eu comecei a gostar de ballet, quando geralmente é o contrário (ou não? me help, gente). E, na música também, era SÓ clássica.

No meu começo, eu sabia bem pouco, sim. Mas meu pouco (sem soberba aqui) era mais que o pouco da maioria, porque eu não me contentava apenas com a prática, queria a teoria, queria entender como tudo funciona. Eu desmontava as coisas daqui de casa pra entender os mecanismos (e nunca montava de volta, hahaha! minha mãe cansou de comprar relógios). As pessoas me chamam de revoltada, de rebelde, mas eu não acho que seja. Eu só não aceito pouca explicação, eu quero saber como e porquê. E também não quero ser comum, geral. Me entendem?

Me chamaram de chata.

Ok, tanto faz. Às vezes, eu sou mesmo, hahah

Depois de algum tempinho pesquisando – e não que eu saiba muita coisa ainda, sou bem limitada -, meus gostos mudaram. Sabe, vi muita coisa pra continuar com a mente do começo. Acho que evolui, sim, mesmo que pouquinho. E percebi que não é do ballet clássico clássico clássico que eu gosto.

No MEU entender, no que EU percebo, o clássico está ligado mais à formas, linhas, ângulos. E eu sou ligada mais à música.

Não me matem! eu sei que tem o papo de sentimento, de transmitir, de passar uma história, de evocar emoções, de *bailarina não vive de perna alta*, de *vai usar sua perna alta pra fazer a cena da loucura de giselle*, e outras coisinhas, mas ballet é arte pra se ver. A estética tá muito forte aí e nem vem que não tem. Formas são importantes: as formas clássicas.

Daí que eu percebi que essas formas não são tão a minha cara. O movimento fluido, sabe, juntinho à música, sim! E não tem muito disso no ballet clássico.

E onde tem? No neoclássico, no Balanchine e no Jerome Robbins.

(nota: eu não sei quase nada das divisões de estilo do ballet. de corte, romântico, virtuose, etc etc, sei lá! Eu tenho alguma noção, mas tô eras distante de saber de verdade)

Me achei no neoclássico!

É como se a música saísse espontaneamente do corpo dos bailarinos junto ao movimento. Essa relação com a música que me fascina! E também, há mais liberdade nos movimentos. Essa rigidez clássica me cansou. Eu sou mais livre que o clássico.

Não sei se lembram, mas no exame para passar de grade, fiz o estudo livre, e não o estudo clássico. Fui a primeira da escola, haha.

Hoje em dia, olho com outros olhos para o contemporâneo. Ainda não morro de amores, ainda não sei bem o que é bom ou ruim, nem se é inovador, etc. Acredito que, com mais bagagem, assistindo mais e mais vezes, eu passe a gostar. Questão de evoluir? Não sei. Pode ser que eu realmente me pegue nessa fase e não mude, ou que tenha me achado no neoclássico, mas, também, nada me impede de apreciar obras contemporâneas.

°°°

Pra terminar: nada me enche mais o coração do que Serenade. Não tem um pas de deux que eu queira dançar mais que o primeiro de In The Night. Eu não quero ser Aurora, Odette, nem Kitri, quero ser a bailarina de The Concert. Os papéis clássicos são pra ver. Esses, eu quero dançar.

 

 

Quanto tempo o tempo tem?

esse post foi originalmente escrito em 2013, ficou nos rascunhos e, de lá pra cá, muita coisa aconteceu. vou atualizar. legal essa barra de rolagem, né? vou escrever qualquer coisa pra ela ficar maior. internet abas mamilos porta agenda vestido catrina guarapari búzios minha arte domingo hoje é sexta acabou chorare no meio do mundo ah papapum iggy costurei um passarinho ficou muito fofo mas o tecido desfia um pouco rato roeu a roupa do rei de roma você gosta de pudim? se leu tudo responde amoeba nos comentários e vamos criar uma piada interna rs diminui o volume da tevê e escuta pelo telefone beijos amo vocês

Pode parecer, mas o post não é sobre a falta de atualização deste meu blog (se bem que poderia ser, porque PUT A KEEP ARE YOU, tem mais de um mêÊÊÊÊ~^~es que não escrevo aqui).

Dia desses, eu conversei com um amigo que eu não via a algum tempo. Ele também fez ballet, ficou um tempo parado e voltou descompromissadamente.

E a nossa conversa só reforçou um fato que eu notei, e meu professor também: quando nós dois voltamos, depois de algum tempo parados, voltamos mais animados. Sei lá, mais esforçados, talvez. Nós dois dissemos que nos jogamos mais agora, sem pensar em quanto vai ser difícil, ou doer.

Eu acho, por minha parte, que é por não ter mais certeza de que vou conseguir fazer aulas por muito tempo.

Quando eu comecei, com 15, eu achava que NUNCA iria parar. Daria um jeito, faria aula em outro horário, qualquer coisa. Aí, uma lesão aconteceu, uma decepção aconteceu. E parei. Minha certeza de nunca parar foi pro ralo! E passei a  desacreditar conforme o tempo ia passando e nada de voltar.

Voltei, saí, voltei, saí, dancei, dei aula (OOOOOOI? depois conto), saí, fiz uma aulinha ali acolá, e acho que só consigo voltar de vez agora quando terminar a faculdade e ter um empreguinho maneiro.

Dia desses (agora a história já é em 2015), fui fazer uma aula com o mesmo professor (gente, ele lê meu blog mesmo, dá pra crer? até perguntou se eu parei de postar. Oi, tio!), numa turma mais básica do que a que parei. Notei umas coisas: continuo com uma flexibilidade razoável, e ainda tenho problema pra decorar os exercícios, hahah. E me senti muito mais concentrada, focada mesmo. A vontade de fazer tudo, aproveitar cada segundo da aula era enorme. Não queria que acabasse. Queria gravar tudinho pra fazer em casa. Queria que meus músculos e minha cabeça respondessem direito.

Pode ser que, com mais idade, eu esteja levando mais a sério. Ou pode ser a saudade. Pode ser a incerteza da volta. Não sei.

Então, qualé a do tempo fora do ballet? Faz perder flexibilidade, agilidade, força, en dehors, etc, mas faz ganhar garra, vontade. MIM AJUDA, MOÇO.

Não sei como concluir esse post, esse assunto tá me fazendo ficar nostálgica e pensativa. So… chega mais, gente, contaqui como foi sair, e como foi voltar, ou o que vocês acham que vai ser o ballet no futuro de vocês. Sou toda olhos.

°°°

Um dia qualquer, vou contar quantas vezes escrevi “não sei” ou “sei lá” nesse blog.

 

lindo define

Sabe quando você assiste a um ballet só pela beleza dele? Não conta piruetas, saltos, nada, só escuta a música e segue os movimentos. Eu

nesse vídeo

Tudo lindo. figurino, música, coreografia, trabalho de pontas, técnica, mathieu, port de brás, elegância, cor do fundo, tudo.

°°°

oi, bom dia. é daí que vendem hora livre no dia? me vê 100

se não…

Hoje eu faria cinco anos de ballet… se não tivesse parado nenhuma vez, se tivesse sido bem mais frequente.

Puxa, eu estaria bem melhor hoje, ahn?! hehe.

Essa semana foi meio ruim. Foi o dia internacional da dança. Vi o filme Dança Comigo?, e fiquei mais pra baixo, porque relembrei o quanto eu gosto de dançar. Completaria cinco anos de ballet, se não tivesse parado.

Mas eu sou do time que acredita que tudo o que acontece é porque tinha que acontecer, então eu não fico com remorsos ou sentimentos de arrependimento. Mas isso não quer dizer que não esteja triste. Bem, eu acho minha história no ballet um pouco triste, mas, se eu parar pra analisar, tem bastante coisa que eu aprendi com essa história.

Então, o melhor mesmo é não lamentar, e, sim, agradecer.

cyndi

figurino

oká, oká, eu sei que tô devendo post maneirinho, bonitinho. mas não tá dando! tô quase derrubando o forninho na facul, hehe. Pois hoje, como senti saudade daqui, vou postar fotos do meu figurino! EEEeee! É um vestido creme, da Marilda Fontes (sou chique, bem). Tem rendinha e é lindo! Pérolas, bordados, todo mimoso! Ele é de “noiva”, do terceiro ato de Lago dos Cisnes. Acho que cabe pra qualquer noiva do ballet que use vestido, e não tutu bandeja (oi, kitri!).

Ainda não tenho as fotos oficiais. então, por enquanto, são só essas mesmo. Quando receber o dvd, vou tentar separar a minha parte o/

°°°

Um trauma meu: ninguém NUNCA me deu flores depois de uma apresentação. e olha que já foram 3 produções grandes! Quem já ganhou?

Suite en blanc

Meu poooooovo, tem mais de um mês que não escrevo nada aqui. ~shameonme~ Vou preparar alguma coisa, prometo.

Enquanto isso, vamo de vídeo! Eeee!

Escolhi Suite en Blanc, do Lifar, porque tô viciada nas músicas! Eu não vi esse ballet completo, só uns trechinhos que eu acho no youtubiu. Então vou juntar os que mais gosto aqui:

La Cigarrete, com a Agnès Letestu (perdi a graça na pessoa dela, mas dança bem pacaramba, né)

La Flute, com Daphné Gestin (<3 muito amora, gente!)

e Pas de Cinq, com a Mathilde Froustey (haja fôlego!)

Todos com a POB =D

Inté, pípou.

O cisne

Tava a toa, achei um piano online. YAY! já animei. Melhor ainda que tinha umas “partituras”, já que é tocado no teclado qwerty. Bem, vamos ao motivo do post: achei “O Cisne”, de Saint-Saëns.

*TODOS GRITA*

aqui o piano e a partitura. Achei que tava meio perdida, meio embolada, então tentei organizar e deixar mais fácil. Os hífens são pausas. – pausa curta, — pausa mais longa. Aqui a música pra escutar e se basear.

h G a f d o p–  a s

u– I o p a s d f G k

h G a f d o P– a S

I– O P a S d f G H J z

z k h f G h d– f G

l j g d f g s– d f

f p a s- d f G– f

f p a S- d f g– G

h G a f d o p– a s

u– I o p a s d f G k

k j f h G s f d o p- a o a

s d a f-

f G d h

Gymnopedie

Gymnopedie 1, de Satie, é uma música que mora no meu core. Tanto que já até tentei tocar, de ouvido mesmo, no tecladinho daqui, e quase consegui, haha. Amo de paixão. Estava assistindo a “Après-midi” e esse vídeo estava nas sugestões:

Achei liiiiindo! Os bailarinos são tão musicais e tão envolventes (não achei a palavra que queria, vai envolvente mesmo). Acabei de ver e já vim postar, haha. Na descrição diz que foi inspirada na beleza clássica grega. A pose final é linda! <3

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p.s.:relationship goals.

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ah, e Après-midi me linkou a um documentário sobre Margot Fonteyb e Rudolph Nureyev. Ainda não assisti. Está dividido em 10 partes aqui.